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Campus Campos-Centro

Curso Tcnico em Qumica

Microbiologia

Ao de diferentes temperaturas sobre os microrganismos

urea, Daniele, Flavia e Ingrid. Mdulo II Tarde

Laci Gonalves Viana

26 de Abril de 2010.

Sumrio

1- OBJETIVOS................................................................................................................03

2- FUNDAMENTOS TERICOS..................................................................................03

3- MATERIAIS, VIDRARIAS.......................................................................................10

4- EQUIMAMENTOS....................................................................................................11

5- REAGENTES USADOS............................................................................................11

6- MEIOS DE CULTIVO...............................................................................................12

7- AMOSTRA.................................................................................................................12

8- PROCEDIMENTO.....................................................................................................13

9- REAES..................................................................................................................16

10- CLCULOS E RESULTADOS..............................................................................16

11- DISCUSSES E CONCLUSES..........................................................................17

12-ATIVIDADES DE VERIFICAO.......................................................................19

13- REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS....................................................................21

Ao de diferentes temperaturas sobre os microrganismos

1- OBJETIVOS

Preparar meios de cultivo lquidos e solidificados;

Realizar o plaqueamento dos meios de cultivo solidificados, assim como realizar a esterilizao dos mesmos por autoclavao;

Avaliar as alteraes promovidas no meio lquido a partir do crescimento de microrganismos.

Avaliar o efeito de diferentes temperaturas sobre os microrganismos;

Realizar a tcnica do esgotamento do inoculo;

Realizar colorao de Gram.

2- FUNDAMENTOS TERICOS

Conceito de esporos

Esporos so formas dormentes de uma clula bacteriana e so produzidos por certas espcies de bactrias em situaes de escassez de nutrientes. O esporo resistente a condies adversas, incluindo altas temperaturas e solventes orgnicos. A esporulao, processo pelo qual alguns gneros de bactrias formam esporos, ocorre quando estas bactrias esto em situaes crticas para sua sobrevivncia, ou seja, as condies ambientais so adversas para o crescimento bacteriano. De maneira geral, isto ocorre quando h falta de nutrientes, como carbono ou nitrognio.

Os esporos apresentam-se sob a forma de corpsculos esfricos ou ovides, livres ou no interior da bactria. Formam-se pela invaginao de uma dupla camada de membrana celular, que se fecha para envolver um cromossoma e uma pequena quantidade de citoplasma, garantindo a sobrevivncia da espcie. Esta camada responsvel pela resistncia colorao e ao ataque dos agentes fsicos e qumicos da esterilizao e desinfeco.

Apresentam algumas caractersticas, decrscimo na quantidade total de gua em comparao com o estado vegetativo, refratividade, alta resistncia a condies ambientais adversas, habilidade de germinar e produzir clulas vegetativas aps longos perodos de estocagem.

Na fase esporulada, as bactrias no realizam atividade biossinttica e reduzem sua atividade respiratria. Nesta fase tambm no ocorre multiplicao e crescimento bacteriano.

As bactrias podem permanecer viveis na forma de esporos durante anos, se mantidos a temperaturas usuais e em estado seco. Entretanto, assim que o ambiente se torna favorvel, estes esporos podem voltar a se reproduzir e multiplicar.

A estrutura do esporo constituda de uma primeira camada interna, prximo ao cerne do esporo a parede do esporo composta de peptidoglicano, a qual vai dar origem parede da clula vegetativa, por ocasio da germinao. Envolvendo a parede do esporo fica a crtex, camada espessa, composta de um peptidoglicano diferente que apresenta menos ligaes cruzadas que o peptidoglicano existente na parede da clula que o originou.

Externamente a crtex fica a capa do esporo, estrutura rgida composta de protena rica em ligaes de dissulfetos intramoleculares; ela confere resistncia aos agentes qumicos. A camada mais externa recebe o nome de exsporo e consiste numa membrana lipoprotica que contem aminoaucares.

Tipos de bactrias no solo

Existem vrios tipos de microorganismos que habitam o solo e realizam importantes mudanas bioqumicas. Eles so essenciais para vrios processos bioqumicos que reciclam importantes elementos como o enxofre, o nitrognio e o carbono.

O solo pode abrigar microorganismos patognicos, dependendo da natureza do animal, dos tecidos das plantas e das excretas presentes nas plantas. A maioria destes vive 10 centmetros acima do solo onde a matria orgnica est presente.

As bactrias so alguns dos menores e mais abundantes micrbios no solo. Em um nico grama de solo, h bilhes de bactrias, uma estimativa de 60 mil espcies diferentes de bactrias, a maioria no nomeada, e cada uma tm sua prpria funo e capacidade.

Algumas espcies de bactrias so muito frgeis e podem ser mortas por pequenas mudanas no ambiente do solo. Outras espcies so extremamente resistentes, capazes de resistir a calor severo, frio ou secagem, podendo permanecer dormentes por dcadas espera de condies favorveis.

As bactrias desempenham um papel importante na decomposio de materiais orgnicos, especialmente nas fases iniciais de decomposio quando os nveis de umidade so elevados. Bacillus subtilis e Pseudomonas fluorescens so exemplos de bactrias decompositoras.

A bactria Rhizobium pode ser inoculada em leguminosa semente para fixar nitrognio no solo. Estas bactrias fixadoras de nitrognio vivem em ndulos de raiz em especial as leguminosas, tais como o trevo, feijo. . Elas extraem gs nitrognio do ar e o converte na forma que as plantas podem usar. Esta forma de fixao de nitrognio pode adicionar o equivalente a mais de 100 kg de azoto por hectare por ano. Azotobacter, Azospirillum, Agrobacterium, Gluconobacter, Flavobacterium, Herbaspirillum Gluconobacter, Flavobacterium e Herbaspirillum so exemplos de bactrias fixadoras de nitrognio.

Bactrias actinomicetes, incluindo espcies de Nocardia, Streptomyces, e Micronospora - em milhes por grama esto presentes nos solos secos e quentes. Esses organismos so responsveis pelo odor caracterstico de mofo e de terra seca de um campo arado. Os actinomicetes podem degradar muitas substncias complexas e, desta forma, so importantes no melhoramento da fertilidade do solo.

Os actinomicetes so conhecidos pela capacidade de produzir antibiticos em laboratrio, mas quantidades detectveis de antibiticos so raramente encontradas no solo. E possvel que os antibiticos possam estar presentes e ativos somente em reas localizadas imediatamente junto as das clulas dos actinomicetes.

Tcnica de colorao de Gram

O mtodo de colorao de bactrias foi desenvolvido pelo mdico dinamarqus Hans Christian Joachim Gram, em 1884, que consiste no tratamento sucessivo de um esfregao bacteriano, fixado pelo calor, com os reagentes cristal violeta, iodo, etanol-acetona e fucsina bsica. Essa tcnica permite a separao de amostras bacterianas em Gram-positivas e Gram-negativas e a determinao da morfologia e do tamanho das amostras analisadas.

O mtodo da colorao de Gram baseado na capacidade das paredes celulares de bactrias Gram-positivas de reterem o corante cristal violeta durante um tratamento com etanol-acetona enquanto que as paredes celulares de bactrias Gram-negativas no o fazem.

O mtodo consiste no tratamento de uma amostra de uma cultura bacteriana crescida em meio slido ou lquido, com um corante primrio, o cristal violeta, seguido de tratamento com um fixador, o lugol. Tanto bactrias Gram-positivas quanto Gram-negativas absorvem de maneira idntica o corante primrio e o fixador, adquirindo uma colorao violeta devido formao de um complexo cristal violeta-iodo, insolvel, em seus citoplasmas. Segue-se um tratamento com um solvente orgnico, o etanol-acetona que dissolve a poro lipdica das membranas externas das bactrias Gram-negativas e o complexo cristal violeta-iodo removido, descorando as clulas. Nas Gram-positivas o solvente desidrata as espessas paredes celulares e provoca a contrao dos poros da peptidoglicana, tornando-as impermeveis ao complexo, o corante primrio retido e as clulas permanecem coradas. Em seguida, a amostra tratada com um corante secundrio, a fucsina bsica. Ao microscpio, as clulas Gram-positivas aparecero coradas em violeta escuro e as Gram-negativas em vermelho ou rosa escuro.

Deve ter ateno na etapa da descolorao, pois a exposio prolongada ao solvente ir provocar a remoo do cristal violeta dos dois tipos de bactrias, podendo produzir resultados falsos. A reteno ou no do corante primrio , portanto, dependente das propriedades fsicas e qumicas das paredes celulares bacterianas tais como espessura, densidade, porosidade e integridade.

O uso de material fresco importante, pois clulas de bactrias Gram-positivas, clulas velhas, mortas ou com envelopes danificados por agentes fsicos ou qumicos, tendem a perder o cristal violeta e uma mesma amostra bacteriana pode exibir parte ou todas as clulas coradas como Gram-negativas.

Por outro lado, resultados do tipo "falso Gram-positivo" s so obtidos se o tratamento com etanol-acetona for omitido.

O corante cristal violet