maha nirvana tantra (português)

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MAHANIRVANA TANTRATantra da Grande Libertao

MAHANIRVANA TANTRATantra da Grande Libertao

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Traduzido Para o Ingls por Arthur Avalon (Sir John Woodroffe) [1913] ................................. TRADUZIDO PARA O PORTUGUS POR: Uma Yoguini em seva a Sri Shiva Mahadeva RJ_BRASIL [JUNHO/2009] ....................................

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NDICE

Captulo 01 Questes relacionadas com a Libertao dos Seres Captulo 02 Introduo ao Culto de Brahman Captulo 03 Descrio ao Culto do Supremo Brahman Captulo 04 Introduo ao Culto da Suprema PrakritI Captulo 05 A Formao dos mantras, Colocao do Jarro e Purificao dos Elementos do Culto Captulo 06 Colocao do Shri-Patra, Homa, Formao dos Chakras e outros Ritos Captulo 07 Hino de Louvor (Stotra), amuleto (Kavacha) bem como a descrio da Kula-tattva Captulo 08 O Dharmma e direitos das Castas e Ashramas Captulo 09 Os Dez Tipos de Ritos purificatrios (Sangskara) Captulo 10 Ritos relativos Vriddhi Shraddha, ritos funerrios e Purnabhisheka Captulo 11 A avaliao dos Ritos expiatrio Captulo 12 Uma Explicao sobre o Eterno e Imutvel Dharmma Captulo 13 Instalao do Devata Captulo 14 A consagrao do Shiva-Linga e a descrio das quatro classes de Avadhutas.

TANTRA DA GRANDE LIBERTAO

Captulo 1 - Questes relacionadas com a Libertao dos Seres

1 5: O fascinante e mais elevado Senhor das Montanhas, revestido e resplandescendo com todas as suas numerosas jias, como uma rvore com muitas trepadeiras, melodioso como a cano de muitos pssaros, perfumado como a fragrncia de todas as estaes de flores, mais lindo, brisa perfumada de um suave frescor, e ainda sombreado pela sombra das majestosas rvores; onde arrefece arvoredos que ressoam com as sonoras e doces canes das tropas de Apsara, e nas profundidades da floresta bandos de kokila enlouquecidamente cantam com paixo; onde [Primavera] Senhor das Estaes com seus seguidores sempre respeitam [O Senhor das Montanhas Kailasa]; povoado por [tropas de] Siddha, Charana, Gandharva e Ganapatya. 6 10: Foi l que Parvati encontrou Shiva, seu gracioso Senhor, em estado sereno, com reverncia inclinada e para auxlio do mundo questionou ao Deva Silencioso, Senhor de todas as coisas mveis e imveis, o sempre Clemente e Bemaventurado Um, o nctar de cuja misericrdia abunda como um grande oceano, cuja essncia o puro Sattva Guna, Ele que branco como cnfora e como flor de jasmim, o Onipresente, cujas vestes seu prprio espao, Senhor dos pobres e amado Mestre de todos os yogues, cujos cabelos enrolados emaranhado e mido como o vapor do Ganges e [de cujo corpo nu] somente as cinzas so adornos; Um desapegado, cujo pescoo circundado por serpentes e crnios de homens, o nico terceiro olho, Senhor dos trs mundos, com uma mo empunha um tridente e com as outras outorga bnos; facilmente apasiguado, Cuja essncia conhecimento incondicional; o que concede a libertao eterna, o Sempre-Existente, Destemido, Imutvel, Imaculado, Unico sem imperfeies, Benfeitor de todos, e o Deva de todos os Devas; 11 13: Shri Parvati disse: Oh, Deva dos Devas, Senhor do Mundo, Jia da Misericrdia, meu marido, porque Tu s o meu Senhor, em quem eu sou sempre dependente e a quem sou sempre obediente. Tampouco posso dizer qualquer coisa sem Tua palavra. Se Tens afeio por mim, anseio colocar diante de Ti o que se passa em minha mente. Quem mais, seno Tu, Oh Grande Senhor, nos trs mundos capaz de dissolver estas minhas dvidas, Tu que sabes tudo e de todas as Escrituras?! 14 16: Shri SadaShiva disse: O que que Tu dissestes, Oh Nobre Sbia e Amada nica do Meu corao, vou dizer-Te algo, permanea ento atenta ao mistrio, ainda que no deva ser falado diante de Ganesha e Skanda, comandante dos exrcitos dos cus. O que existe em todos os trs mundos que deve ser ocultado de Ti? Porque Tu, Oh Devi, s Meu Eureal. No h nenhuma diferena entre Mim e Tu. Tu tambm s onipresente. O que ento que Tu no conheces e questiona como se no soubesses nada? 18 19: A imaculada Parvarti, contente em ouvir as palavras do Deva, inclinou-se reverenciando e, portanto, questionando Shangkara: Shri Adya disse:

Oh Bhagavan! Senhor de tudo, Maior do que aqueles que so versados no Dharmma, Tu nas antigas Eras em Tua misericrdia fizeste atravs de Brahma revelar os quatro Vedas que so os propagadores de todos os dharmas e que regula a vida de todas as diferentes castas de homens e nas diferentes fases de suas vidas. 20: Nas primeira Era, homens pela prtica de yaga e yajna prescrito por Ti foram virtuosos e agradveis aos Devas e aos Pitris. 21 22: Atravs do estudo dos Vedas, dhyana e tapas e a conquista dos sentidos, por atos de misericrdia e de caridade, homens foram superiores em poder e em coragem, fora e vigor, adeptos do verdadeiro Dharmma, sbios e verdadeiros e de firme determinao e, apesar de serem mortais, eram ainda como Devas e foram para a morada dos Devas. 23: Reis, em seguida, foram fiis aos seus compromissos e estavam sempre preocupados com a proteco do seu povo, a cujas esposas eram acostumados a olhar como se s suas mes, cujos filhos eram considerados como os seus prprios. 24: As pessoas tambm, olhavam as posses de um vizinho como se fosse um mero pedao de argila e, com devoo ao seu Dharmma, mantiveram o caminho da retido. 25 27: Ento no havia mentirosos, egostas, desonestos, maliciosos, tolos, nenhum mal-intencionado, invejoso, colrico, guloso, ou sensual, mas todos eram bons de corao e sempre feliz na mente. O solo ento produzia em abundncia todos os tipos de gros, nuvens despejavam chuvas oportunas, vacas produziam leite em abundncia e as rvores eram carregadas de frutos. 28 29: No havia morte prematura, nem fome e nem doena. Os homens eram sempre alegres, prsperos e saudveis e dotados de todas as qualidades de beleza e brilho. As mulheres eram castas e dedicadas a seus maridos. Brahmanas, Kshatriyas, Vaishyas e Shudras mantinham e seguiam os costumes, Dharmma, Yajna, das respectivas castas e atingiam a libertao final. 30 33: Aps a Idade de Krita terminar, Tu fizeste na Idade Treta perceber que o Dharmma estava em desordem, de tal modo que os homens j no eram capazes de realizar os ritos Vdicos para realizar seus desejos. Os homens, completamente ansiosos e perplexos, eram incapazes de realizar esses rituais no qual haviam grandes problemas a serem superados e pelo qual muita preparao era exigida. Em constante angstia de esprito por no serem capazes de realizar os ritos, tampouco no estavam dispostos a abandon-los. Tendo observado isto, Tu fizeste ser conhecida na Terra a Escritura sob a forma de Smriti, o qual explica o significado dos Vedas, e, assim entregues conforme o pecado, que a causa de todas as dores, tristeza e doena, homens demasiadamente fracos para a prtica de tapas e estudo do Vedas. Para os homens neste terrvel oceano da vida, quem estar l seno Tu a alimentar, proteger, Salvar, ser o seu Pai Benfeitor e Senhor? 34 36: Depois, na Idade Dvapara quando os homens abandonaram o que foi prescrito nas boas obras Smritis, e foram privados de um Dharmma parcial, e foram atingidos por males da mente e do corpo, eles foram novamente guardados por Ti atravs das instrues do Sanghita e outras cincias religiosas. 37 50: Agora, na perigosa Idade de Kali, -lhes, quando o Dharmma destrudo, uma Era cheia de mal costume e de enganos. Homens seguem maus caminhos. Os Vedas perderam seu poder, os Smritis foram esquecidos e muitos dos Puranas, que contm histrias dos passados, e mostram as vrias maneiras [que conduzem liberao] ir, Oh, Senhor!, ser destrudos. Os homens tornaram-se avessos aos ritos religiosos, sem restrio, enlouquecidos pelo orgulho, cada vez mais determinados a atos pecaminosos, sensuais, gulosos, cruis, impiedosos, desagradveis ao discurso, enganador, de curta durao, indigente, assediado por doena e pesar, feio, fraco, baixo, estpido, mediano e viciados em hbitos inferiores, companheiros do vil, gatuno, caluniosos, maliciosos, briguentos, depravados, covardes e cada vez mais fracos, desprovidos de qualquer sentimento

de vergonha e do medo do pecado para seduzir as esposas dos outros. Vipras vai viver como os Shudras e enquanto negligenciar sua prpria Sandhya ir novamente trabalhar nos sacrifcios inferiores. Eles sero gananciosos, consagrados a atos mpios e pecaminosos, mentirosos, insolentes, ignorantes, enganadores, meros cabides dos outros, vendedores de suas filhas, degradados, avessos a todos os tapas e vrata. Eles sero hereges, impostores, e sbios em si mesmos. Eles no tero f ou devoo, e faro o japa puj sem nenhum outro fim que no o de enganar as pessoas. Eles vo comer alimentos impuros e seguir maus costumes, iro servir e comer a comida de Shudras, e depois se entregaro luxria com mulheres vulgares, e sero mpios e prontos a trocar por dinheiro mesmo as suas prprias esposas. Em suma, o nico sinal de que eles so Brahmanes a forma com que se trajam. No observando as regras no comer ou no beber ou em outras questes, zombando das Escrituras Dharmmas, nenhum pensamento piedoso no falar nunca entra em suas mentes, porm eles se curvaro em consequncia do prejuzo dos justos. 51 52: Por Ti tambm foram escritos os Tantras para a libertao dos homens justos, um conjunto de Agamas e Nigamas, que conferem tanto gozo quanto libertao, contendo Mantras e Yantras e regras quanto ao sadhana de ambos Devis e Devas. Por Ti, tambm, foram descritas muitas formas de Nyasa, tais como os chamados srishti, sthiti [e sanghara]. Por ti, novamente, foram descritas vrias posies sentadas [de yoga], tais como a do Apertado e Desapertado Ltus, a classe dos homens Pashu, Vira e Divya, assim como a do Devata, que d o sucesso na utilizao de cada um dos mantras. 53: E mais uma vez Tu fizestes conhecer mil e um ritos concernentes ao culto com a mulher, e os rituais que so feitos com uso de crnios, cadver, ou quando sentado em uma pira funerria. 54: Por Ti tambm foram proibidos tant