perguntas e respostas frequentes para pdf_07.01.2013

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    Tribunal de Contas dos Municpios do Estado do Cear

    Perguntas e Respostas Frequentes

    Fortaleza Cear 2012

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    SUMRIO

    PG. 01. O que agente pblico? 06 02. O que so agentes polticos? 06 03. Como e quando deve ser fixado o subsdio do Prefeito e dos Secretrios? 06 04. Como e quando deve ser fixado o subsdio dos Vereadores? 06 05. possvel o Presidente da Cmara Municipal receber subsdio diferenciado dos demais Vereadores? 06 06. O subsdio dos Vereadores poder ser reajustado durante a legislatura? 06 07. O subsdio dos Vereadores poder ser reduzido durante a legislatura? 07 08. O subsdio do Presidente e dos demais Vereadores da Cmara Municipal deve ser fixado em observncia ao subsdio do Chefe do Poder Executivo e dos Deputados Estaduais?

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    09. Os prefeitos, vice-prefeitos, e vereadores tm direito a 13 salrio e frias? 07 10. Aos Secretrios Municipais so devidos os direitos sociais estendidos aos servidores pblicos o 13 salrio e frias? 07 11. O Municpio pode conceder subsdio vitalcio a Prefeito e Vice Prefeito, atravs de emenda Lei Orgnica Municipal? 07 12. O Vereador, no exerccio do mandato eletivo, pode acumular simultaneamente outro cargo pblico? 08

    13. O Vereador aprovado em concurso pblico poder tomar posse? 08 14. possvel ao Vereador, no exerccio do mandato eletivo, exercer cargo de provimento efetivo em outro municpio? 08 15. O Prefeito aprovado em concurso pblico poder tomar posse? 08 16. O Vereador pode receber recursos para realizar despesas do seu gabinete, tais como material de escritrio, telefone e pessoal? 09 17. O que Verba de Desempenho Parlamentar VDP? 09 18. Quais os critrios para a concesso da Verba de Desempenho Parlamentar VDP? 09 19. O Prefeito, o Vice-prefeito e os Vereadores podem receber dirias? 10 20. Quais os critrios para a concesso de dirias para os Poderes Executivo e Legislativo Municipais? 10

    21. possvel a concesso de diria especial a Vereador residente em zona rural distante da sede do municpio? 10 22. Quais os limites de gastos impostos ao Poder Legislativo Municipal? 10 23. Existe ordem prioritria de cumprimento dos limites estabelecidos para a Cmara Municipal? Por exemplo, poderia a Cmara cumprir o limite de folha de pagamento e deixar de observar o limite de gastos com pessoal da LRF, ou vice-versa?

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    24. Como apurar o valor mximo a ser repassado pela Prefeitura Cmara Municipal? 12 25. Na base de clculo que serve de referncia para o repasse do Poder Executivo Cmara Municipal, devem ser computados os valores do FUNDEB e transferncias para a sade?

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    26. Conhecida a mencionada base de clculo do repasse, qual o limite de despesas da Cmara Municipal? 14 27. Para efeito de controle da despesa com pessoal do Poder Legislativo, quais os limites que devem ser respeitados na execuo anual de despesas?

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    28. O que basicamente diferencia Despesa com folha de pagamento de Despesa com Pessoal?

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    29. Para a apurao do limite mximo de gastos da Cmara Municipal, dever ser deduzido algum valor da receita base? 15 30. Podero ser fixados no oramento valores inferiores ao limite estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal, para gastos da Cmara Municipal?

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    31. Se, na Lei Oramentria forem autorizados gastos da Cmara Municipal em valor superior ao mximo estabelecido pelo art. 29-A da Constituio Federal, dever o prefeito repassar o valor fixado na Lei Oramentria?

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    32. O oramento da Cmara Municipal pode ser aumentado, no decorrer do exerccio? 16 33. O oramento da Cmara Municipal poder ser reduzido, no decorrer do exerccio? 16 34. Quando ocorre saldo financeiro na Cmara Municipal, ao final do exerccio, este dever ser devolvido ao Executivo Municipal? 16

    35. O Prefeito Municipal pode deduzir, do repasse financeiro ao Legislativo Municipal, o valor correspondente ao parcelamento de dbito da contribuio previdenciria retida do FPM, devido pela Cmara?

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    36. Os encargos sociais so despesas consideradas na verificao do cumprimento do limite de folha de pagamento da Cmara Municipal e dos gastos com pessoal?

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    37. Qual o procedimento a ser adotado pela Cmara Municipal acerca das faltas dos Vereadores s Sesses Legislativas Ordinrias? 17 38. Qual o prazo que a Mesa Diretora da Cmara Municipal deve aguardar para convocar o suplente de vereador nos casos de afastamento do titular para tratamento de sade?

    17

    39. Como deve proceder a mesa diretora da Cmara Municipal com relao remunerao de vereador afastado para tratamento de sade? 18 40. A Cmara Municipal pode ceder servidores efetivos para a Prefeitura? 18

    41. Ocorrendo seo de servidor do Poder Executivo para o Poder Legislativo, ou vice-versa, a quem compete o pagamento da remunerao e dos encargos trabalhistas?

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    42. A Cmara Municipal pode realizar despesas com coffee breaks, lanches e cocktail? 18 43. Qual a condio exigida para que o Parecer Prvio emitido pelo TCM sobre as contas do Chefe do Poder Executivo deixe de prevalecer por ocasio do julgamento pelo Poder Legislativo?

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    44. Aps o recebimento do Parecer Prvio emitido pelo Tribunal de Contas dos Municpios, h prazo para a Cmara Municipal julgar as contas do Chefe do Poder Executivo?

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    45. Aps o julgamento das contas do Chefe do Poder Executivo pela Cmara Municipal, em que prazo a deciso dever ser comunicada ao TCM? Quais documentos devero ser apresentados?

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    46. As Cmaras Municipais podem pagar penso viva de vereador falecido durante o mandato? 19 47. O valor para pagamento dos pensionistas de ex-servidores e inativos da Cmara Municipal, ser incluso no limite do duodcimo estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal?

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    48. A Cmara Municipal pode receber indenizao paga por seguradora decorrente de sinistro de veculo? 19

    49. O valor da indenizao ser computado no limite de repasse de duodcimo realizado pelo Poder Executivo ao Legislativo? 20 50. A Cmara Municipal pode fazer doao para Organizaes No Governamentais-ONG, estudantes carentes, times do municpio, ou 20

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    pagar casa de apoio que recebe pacientes do municpio? 51. possvel o pagamento de sesso solene para a posse de nova Mesa Diretora da Casa Legislativa? 20 52. Poder a Cmara Municipal avalizar emprstimo financeiro contratual de Vereadores e servidores pblicos da Cmara, realizados junto Instituio Bancria, com a consignao mensal em folha de pagamento das respectivas parcelas?

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    53. A Cmara Municipal tem competncia para adquirir e/ou construir bem imvel para sua sede? 21 54. Quais procedimentos devem ser adotados para que a Cmara Municipal possa adquirir ou construir sua sede? 21 55. Quais procedimentos legais devem ser adotados quando a Cmara Municipal adquirir o terreno e/ou construir a sede da Cmara? 21 56. A Cmara Municipal pode adquirir um prdio pronto para sua sede? 22 57. Poder a Cmara Municipal adquirir um prdio usado e reform-lo ou em construo e termin-lo? 22 58. H necessidade de se realizar mais de um processo licitatrio para a aquisio do terreno e a construo da sede da Cmara? 22 59. O terreno para a construo da sede da Cmara Municipal pode ser doado pelo Executivo Municipal? 22

    60. O que Planejamento? 23 61. O que o Plano Plurianual - PPA? 23 62. O que a Lei de Diretrizes Oramentrias - LDO? 23 63. O que a Lei Oramentria Anual - LOA? 24 64. A quem compete iniciar o processo legislativo das leis que tratam do planejamento? 24

    65. O projeto de Lei Oramentria Anual, encaminhado Cmara Municipal, pode ser alterado por ocasio do processo legislativo, sem a indicao das fontes de recursos?

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    66. O oramento municipal deve contemplar o total dos gastos das obras e servios a serem executados que ultrapassem o exerccio financeiro? 25 67. Os fundos especiais devem constar do oramento como unidade oramentria? 25 68. O projeto de Lei Oramentria Anual pode ser rejeitado pela Cmara Municipal? 25

    69. As aes no previstas no PPA podem ser contempladas na LDO e na LOA? 25 70. Como deve ser evidenciada no PPA a estrutura da despesa? 25 71. A autorizao para a abertura de crditos adicionais suplementares, contida na Lei Oramentria Anual, pode sofrer aumento por intermdio de emenda?

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    72. As transferncias de convnios podero ser utilizadas como fonte de recurso para a abertura de crdito adicional? 26 73. Qual a vigncia dos crditos adicionais suplementares? 26 74. E os crditos adicionais especiais e extraordinrios tm tambm sua vigncia limitada ao exerccio financeiro? 26 75. O que o Sistema de Controle Interno Municipal? 26 76. Os Poderes Executivo e Legislativo devero instituir suas prprias unidades de controle interno, ainda que a lei instituidora seja nica no mbito de cada ente federado?

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    77. As normas de procedimentos e rotinas de controle devero ser aprovadas para vigorar em todo o Municpio ou cada um dos Poderes poder estabelecer seu prprio Manual de Rotinas e Procedimentos de Controle?

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    78. O Poder Legislativo poder optar por integrar-se ao controle da 27

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    unidade do Poder Executivo? 79. H critrios para a nomeao dos servidores que exercero a atividade de controle interno? 27 80. Depois de aprovadas, as normas de rotinas e procedimentos de controle podero ser alteradas? 27

    81. Especificamente, o que sero objeto de controle? 28 82. Quais as providncias a serem adotadas pelo Controle Interno - CI no mbito do Municpio quando constatar irregularidades e ilegalidades na gesto?

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    83. Quais as providncias a serem adotadas pela Administrao quando notificada pelo Controle Interno a respeito de irregularidades ou ilegalidades?

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    84. Os integrantes do CI podem participar das comisses de Sindicncia, do Processo Administrativo Disciplinar e da Tomada de Contas Especial dos rgos controlados?

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    85. H limitao ao acesso de informaes e documentos para os servidores do Controle Interno? Havendo sonegao de informaes, qual o procedimento a ser tomado?

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    86. O servio de Controle Interno pode ser terceirizado atravs de processo licitatrio? 29 87. O que significa transparncia para a Administrao Pblica Municipal? 29 88. De que forma poder o gestor pblico garantir a transparncia da gesto fiscal na Administrao Pblica? 30 89. Existem outros elementos da transparncia? 30 90. O princpio da transparncia obriga ao gestor divulgar informaes analticas sobre a execuo oramentria e financeira da receita e da despesa pblicas?

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    91. Existem outras formas de garantir transparncia na Administrao Pblica? 30

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    01. O que agente pblico? Agente pblico designa genrica e indistintamente as pessoas que colaboram com o Poder Pblico, tanto de modo profissional como eventual. Portanto, todo aquele que atuar no desempenho de funes estatais, investido nestas atribuies, ter essa denominao. Os agentes pblicos so divididos em trs grandes grupos: a) agentes polticos; b) servidores pblicos e c) particulares em atuao colaboradora com o Poder Pblico. 02. O que so agentes polticos? Os agentes polticos compem cargos estruturais na organizao poltica do Estado, integram o arcabouo fundamental do Poder e, por isso, so formadores da vontade superior do Governo. Assim, so agentes polticos o Presidente da Repblica, os Governadores, os Prefeitos e os respectivos vices, Ministros e Secretrios de Estado e Municipais, bem como os Senadores, Deputados e Vereadores. H vinculao de natureza poltica, no profissional, entre estas pessoas e os cargos que ocupam. 03. Como e quando deve ser fixado o subsdio do Prefeito e dos Secretrios? Os subsdios do Prefeito, do Vice-prefeito e dos Secretrios municipais devem ser fixados por lei de iniciativa da Cmara Municipal, no sendo mais exigida sua fixao em uma legislatura para vigorar na seguinte, salvo se a Lei Orgnica do Municpio estabelecer tal regra. 04. Como e quando deve ser fixado o subsdio dos Vereadores? Em observncia ao princpio da anterioridade, o subsdio dos Vereadores dever ser fixado atravs de lei ou resoluo, conforme disposto na Lei Orgnica do Municpio, em uma legislatura para vigorar na seguinte. A fixao dos subsdios dos Vereadores dever ocorrer antes das eleies municipais. Na hiptese de assim no ocorrer, prevalecer a lei ou a resoluo que fixou o subsdio na legislatura anterior. 05. possvel o Presidente da Cmara Municipal receber subsdio diferenciado dos demais Vereadores? Sim. Ao presidente da Cmara Municipal permitido pagamento de subsdio diferenciado, desde que previsto no ato fixatrio e observados os limites constitucionais aplicveis aos subsdios dos vereadores. 06. O subsdio dos Vereadores poder ser reajustado durante a legislatura? No. No subsdio dos vereadores somente poder incidir a reposio das perdas inflacionrias do perodo, por meio da reviso geral anual, desde que ocorra na mesma data e no mesmo ndice concedido aos servidores

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    municipais. Excepcionalmente, poder ser concedido em data diferente, porm dentro do mesmo exerccio financeiro. 07. O subsdio dos Vereadores poder ser reduzido durante a legislatura? Sim. Desde que, aps a adoo de todas as medidas de adequao dos gastos com pessoal da Cmara Municipal, ainda persista excesso em relao aos limites legais. 08. O subsdio do Presidente e dos demais Vereadores da Cmara Municipal deve ser fixado em observncia ao subsdio do Chefe do Poder Executivo e dos Deputados Estaduais? Sim. A funo realizada pelo Presidente e demais Vereadores da Cmara Municipal tem natureza remuneratria e se submete ao teto constitucional municipal, que o subsdio do prefeito, conforme disposto no artigo 37, inciso XI, da Constituio Federal, bem como ao teto estabelecido pelo percentual varivel entre 20% a 75% do subsdio dos Deputados Estaduais do respectivo Estado, conforme estabelece o artigo 29, inciso VI, alneas a a f, da Constituio Federal. 09. Os prefeitos, vice-prefeitos, e vereadores tm direito a 13 salrio e frias? No. Os direitos sociais, elencados no artigo 39, 3, da Constituio Federal (incluindo as frias e 13 salrio), no so devidos aos agentes polticos no exerccio de mandatos eletivos, dentre os quais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. 10. Aos Secretrios Municipais so devidos os direitos sociais estendidos aos servidores pblicos o 13 salrio e frias? Sim. Considerando que os Secretrios se equiparam aos ocupantes de cargos comissionados, aos mesmos sero assegurados 13 salrio e frias, desde que a Lei Orgnica Municipal ou lei local disponha expressamente sobre a concesso desses benefcios aos referidos agentes polticos. 11. O Municpio pode conceder subsdio vitalcio a Prefeito e Vice Prefeito, atravs de emenda Lei Orgnica Municipal? O Municpio no tem competncia para outorgar subsdio vitalcio a Prefeito e Vice-prefeito, atravs de emenda Lei Orgnica Municipal. O benefcio no poder ser concedido quando for fundamentado em lei anterior Constituio Federal de 1988, mesmo que o interessado tenha implementado as condies exigidas pela referida lei, antes da CF/88, uma vez que pacfico na jurisprudncia que no existe direito adquirido frente manifestao do poder constituinte originrio. Lei que trate da referida

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    concesso editada na vigncia da atual Constituio padece de constitucionalidade. 12. O Vereador, no exerccio do mandato eletivo, pode acumular simultaneamente outro cargo pblico? As regras para a acumulao do mandato eletivo de vereador com cargo, emprego ou funo na administrao pblica so as seguintes: 12.1. Vereador acumular cargo eletivo com cargo efetivo: a) Havendo compatibilidade de horrios possvel o exerccio simultneo, acumulando as remuneraes; b) No havendo compatibilidade de horrios o que impede o exerccio simultneo o Vereador dever se afastar do cargo de provimento efetivo e optar por uma das duas remuneraes; c) H situaes em que a acumulao do mandato de Vereador com determinados cargos efetivos implica na inobservncia dos princpios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, a exemplo dos cargos de Procurador Jurdico e Contador da Prefeitura, hiptese nas quais o Vereador dever se afastar do cargo efetivo e optar por uma das duas remuneraes, mesmo que haja compatibilidade de horrio. 12.2. Vereador acumular o cargo eletivo com contrato temporrio e cargo comissionado: a) vedado ao Vereador celebrar contrato temporrio com a administrao pblica municipal, bem como ocupar cargos em comisso ou funes de confiana; b) O Vereador poder ocupar o cargo de Secretrio Municipal, desde que se licencie do mandato eletivo. 13. O Vereador aprovado em concurso pblico poder tomar posse? Se o ingresso do Vereador for por concurso pblico, que uma conquista, ser nomeado ou admitido. S que para ele aplica-se a regra da compatibilidade de horrio. Toma posse e, se houver compatibilidade, entra em exerccio, acumulando a vereana com o cargo ou emprego alcanado em decorrncia de aprovao em concurso pblico. Se no houver compatibilidade de horrio ser afastado do cargo ou emprego, facultado ao Vereador optar pela sua remunerao (inciso III do art. 38 da CF). 14. possvel ao Vereador, no exerccio do mandato eletivo, exercer cargo de provimento efetivo em outro municpio? Sim. O Vereador pode exercer o cargo de provimento efetivo em outro municpio, desde que haja compatibilidade de horrios e que tenha residncia fixa no municpio onde exerce o mandato, conforme preconizado no Decreto Lei n 201/1967, artigo 7, inciso II, devendo ainda, o Vereador atentar para os dispositivos estabelecidos na Lei Orgnica do Municpio no que se refere s incompatibilidades e limitaes ao exerccio da vereana. 15. O Prefeito aprovado em concurso pblico poder tomar posse?

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    Sim. O Prefeito, se aprovado em concurso pblico na Administrao Municipal, toma posse, mas no entra em exerccio. Seu tempo de trabalho no mandato exige tempo integral e dedicao exclusiva. 16. O Vereador pode receber recursos para realizar despesas do seu gabinete, tais como material de escritrio, telefone e pessoal? No. Esse procedimento considerado ilegal. Tais despesas podero ser custeadas atravs da Verba de Desempenho Parlamentar VDP, gerida pela tesouraria da Cmara Municipal. 17. O que Verba de Desempenho Parlamentar VDP? A Verba de Desempenho Parlamentar - VDP objetiva custear despesas dos Vereadores no desempenho de suas funes parlamentares, matria interna corporis da esfera do Poder Legislativo, que dispe de autonomia para legislar discricionariamente sobre a matria, assim sendo, a Mesa Diretora da Cmara Municipal poder cri-la atravs de Resoluo. 18. Quais os critrios para a concesso da Verba de Desempenho Parlamentar VDP? a) A criao da VDP dever ser atravs de Resoluo, entretanto, o controle interno com os detalhamentos cabveis pode ser tratado em Portaria. b) Para a sua concesso dever ser observado o que disciplina o art. 17, 1, da Lei de Responsabilidade Fiscal, tendo em vista que o pagamento da VDP constitui despesa obrigatria de carter continuado. c) O pagamento da VDP no poder ser realizado diretamente ao Vereador, mediante a apresentao do comprovante de despesa, no podendo, portanto, ser entregue em espcie ao Edil, mas diretamente ao credor, portanto, a Cmara dever estabelecer uma quota mensal, no cumulativa, para cada parlamentar. Sujeitando-se tais dispndios aos estgios de despesa pblica: empenho, liquidao e pagamento. Dever ser precedida de licitao se o volume de recursos envolvidos assim exigir. d) Responder perante o TCM-CE o Presidente da Cmara e/ou ordenador de despesas, j que responsvel legal pelos atos ocorridos durante a sua gesto. e) A Cmara dever dimensionar o volume global dos gastos dessa natureza e verificar se o montante atingido exigir ou no o processo licitatrio. f) Caso o Regimento Interno no contenha previso para criao de VDP, poder ser emendado ou suprir a questo regimental atravs de Resoluo. g) A VDP, pode ser instituda em Cmara que no disponha de estrutura fsica de gabinetes. h) Considerando que sero utilizadas as dotaes da prpria Cmara, no h necessidade de previso especfica para criao da VDP na Lei de Diretrizes Oramentria e nem na Lei Oramentria Anual. i) Examinadas a natureza da matria e competncia de iniciativa, a proposio de projeto de resoluo pode ser de qualquer vereador, de Comisso ou da Mesa Diretora, tudo a depender da exigncia regimental.

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    19. O Prefeito, o Vice-prefeito e os Vereadores podem receber dirias? Sim. Desde que haja previso legal, o Prefeito, o Vice-prefeito e os Vereadores podem receber dirias, destinadas a cobrir despesas com alimentao, hospedagem e deslocamentos para outras localidades, visando ao interesse pblico, mediante autorizao em portaria e devidamente comprovadas. 20. Quais os critrios para a concesso de dirias para os Poderes Executivo e Legislativo Municipais? A concesso de dirias, bem como a fixao dos seus valores, no ocorre aleatoriamente, devem ser disciplinados por lei no mbito do Executivo Municipal e por resoluo no mbito do Legislativo Municipal, deliberada pelo plenrio da Cmara. O fundamental, como expresso da prpria autonomia municipal, est no princpio da razoabilidade que deve nortear a definio do valor da diria, uma vez que a quantia definida em funo dos gastos necessrios para deslocamento e permanncia do agente poltico, gestor ou servidor quando a servio do Poder Pblico Municipal. A diria uma despesa de carter indenizatrio, e no remuneratrio. Portanto, a mesma no entrar no cmputo dos limites estabelecidos nos arts. 18 a 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, nem nos 70% (setenta por cento) destinados aos gastos com pessoal, conforme estabelece o art. 29-A, 1 da Constituio Federal. No mbito da Cmara Municipal, a diria quando concedida, dever ser paga com recursos dos 30% (trinta por cento) do repasse realizado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo, destinado aos demais gastos dessa edilidade. Na hiptese dos valores concedidos a ttulo de dirias excederem 50% (cinquenta por cento) do subsdio ou remunerao mensal do agente pblico ou servidor, deixar de ter carter indenizatrio e passar a ter carter remuneratrio. Nessa hiptese, haver incidncia de Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF e Contribuio Previdenciria. 21. possvel a concesso de diria especial a Vereador residente em zona rural distante da sede do municpio? Sim. possvel a concesso de diria especial a Vereador que resida comprovadamente na zona rural, ou seja, em distrito distante da sede, em face aos gastos com transporte e alimentao nos dias de comparecimento s sesses legislativas. Este benefcio dever ser disciplinado por Resoluo, a qual dever definir o seu valor, bem como estabelecer qual a prova documental necessria para a comprovao de que o Vereador reside efetivamente na zona rural, e no ocasionalmente. 22. Quais os limites de gastos impostos ao Poder Legislativo Municipal?

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    A Cmara Municipal dever observar, simultaneamente, todos os limites a seguir discriminados:

    22.1. Limite de gasto total: O total das despesas do Poder Legislativo Municipal, includos os subsdios dos vereadores e excludos os gastos com inativos, no pode ultrapassar os percentuais incidentes sobre o somatrio das receitas tributrias e das transferncias previstas no 5 do art. 153 e nos arts. 158 e 159 da Constituio Federal, efetivamente realizado no exerccio anterior, conforme incisos I a VI do art. 29-A da CF e quadro a seguir:

    QUANTIDADE DE HABITANTES - PERCENTUAL SOBRE A RECEITA BASE

    At 100.000 7,0%

    100.001 a 300.000 6,0%

    300.001 a 500.000 5,0%

    500.001 a 3.000.000 4,5%

    3.000.001 a 8.000.000 4,0%

    Acima de 8.000.000 3,5%

    22.2. Limite de gasto com pessoal na esfera municipal 60% da Receita Corrente Lquida do Municpio RCL (inciso III do art. 19 a LRF): Para o Executivo Municipal (letra a, inciso III do art. 20 da LRF) o total da despesa com pessoal, em cada perodo de apurao, no poder exceder a 54% da Receita Corrente Lquida do Municpio. Para o Legislativo Municipal (letra b, inciso III do art. 20 da LRF) o total da despesa com pessoal, em cada perodo de apurao, no poder exceder a 6% da Receita Corrente Lquida do Municpio. 22.3. Limite de gasto com folha de pagamento na Cmara ( 1, inciso IV do art. 29-A da CF): A Cmara Municipal no poder gastar mais de 70% de sua receita com folha de pagamento, includos os subsdios dos vereadores e proventos de inativos. 22.4. Limite de gasto com subsdio dos Vereadores (art. 29, inciso VII da CF): O total da despesa com subsdio dos vereadores no poder ultrapassar o limite de 5% da receita total do municpio. 22.5. Limites dos subsdios dos Vereadores: a) o subsdio mximo dos vereadores no poder ultrapassar o percentual do subsdio dos deputados estaduais, conforme inciso VI, do art. 29 da CF e do quadro relacionado a seguir:

    QUANTIDADE DE HABITANTES - PERCENTUAL SOBRE O SUBSDIO DO DEPUTADO ESTADUAL

    At 10.000 20%

    10.001 a 50.000 30%

    50.001 a 100.000 40%

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    100.001 a 300.000 50%

    300.001 a 500.000 60%

    Mais de 500.000 75%

    b) o subsdio mximo do vereador tambm no poder ultrapassar o subsdio do prefeito, que corresponde ao teto remuneratrio no mbito dos municpios (inciso XI, do art. 37 da CF).

    23. Existe ordem prioritria de cumprimento dos limites estabelecidos para a Cmara Municipal? Por exemplo, poderia a Cmara cumprir o limite de folha de pagamento e deixar de observar o limite de gastos com pessoal da LRF, ou vice-versa? No. Apesar de os limites serem diferenciados quanto ao seu objeto e/ou base de clculo, a Cmara Municipal no tem a faculdade de escolher um limite em detrimento do outro. Tem a obrigao constitucional de cumprir a todos, indistintamente. 24. Como apurar o valor mximo a ser repassado pela Prefeitura Cmara Municipal?

    O valor mximo a ser repassado pela Prefeitura Cmara Municipal corresponde ao total da despesa do Poder Legislativo Municipal, conforme limites estabelecidos nos incisos do artigo 29-A da Constituio Federal de 1988.

    Segundo o art. 29-A da Carta Magna, para fins de clculo do repasse, deve-se considerar as Receitas Tributrias e as Transferncias Constitucionais efetivamente realizadas no exerccio anterior.

    A Receita Tributria o somatrio da arrecadao dos impostos municipais: IPTU, ISS e ITBI, alm das taxas e da contribuio de melhoria.

    As transferncias so as previstas no pargrafo 5, do artigo 153 e nos artigos 158 e 159 da Constituio Federal, quais sejam:

    Cota-Parte do Fundo de Participao dos Municpios FPM; Cota-Parte do Imposto sobre Operaes Relativas Circulao de Mercadorias e sobre Prestaes de Servios de Transporte Interestadual e de Comunicao ICMS; Cota-Parte do Imposto sobre Produtos Industrializados IPI; Cota-Parte do Imposto sobre a Propriedade de Veculos Automotores IPVA; Cota-Parte do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR; Cota-Parte do Imposto sobre a Comercializao do Ouro; Transferncia do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF; Receita da Dvida Ativa de Impostos (principal, juros e multas); Receita de Multas e Juros de Mora sobre atraso de impostos no inscritos em Dvida Ativa;

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    Receitas decorrentes da desonerao das exportaes, nos termos da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir).

    As transferncias constitucionais que integram a base de clculo do repasse para as cmaras municipais devero ser consideradas pelos seus valores brutos, ou seja, no podero ter deduzidos dos seus montantes o percentual destinado ao Fundeb.

    Alm das receitas acima elencadas, devero integrar ainda a base de clculo a Contribuio de Iluminao Pblica - CIP; a Quota-Parte da Contribuio de Interveno no Domnio Econmico - CIDE, bem como a Contribuio do Servidor para o Regime Prprio de Previdncia.

    O quadro abaixo evidencia as receitas que integram a base de clculo do duodcimo das Cmaras Municipais, relativo transferncia ao Legislativo que faz parte do relatrio das Contas de Governo apreciado por esta Corte de Contas.

    TRIBUTOS E TRANSFERNCIAS CONSIDERADOS PARA O CLCULO DO REPASSE ART. 29-A DA CONSTITUIO FEDERAL E ART. 6 DA INSTRUO NORMATIVA N 02/2000.

    IPTU

    IRRF

    ISS

    ITBI

    CONTRIBUIO DO SERVIDOR PARA O REGIME PRPRIO DE PREVIDNCIA

    CONTRIBUIO DE ILUMINAO PBLICA - CIP

    TAXAS

    CONTRIBUIO DE MELHORIA

    DVIDA ATIVA TRIBUTRIA

    JUROS E MULTAS DE MORA SOBRE A DVIDA ATIVA

    QUOTA PARTE DO FPM

    QUOTA PARTE DO ITR

    QUOTA PARTE DO IPVA

    QUOTA PARTE DO ICMS

    QUOTA PARTE DO IPI

    QUOTA PARTE DA CONTRIBUIO DE INTER-VENO NO DOMNIO ECONMICO CIDE

    LEI COMPLEMENTAR N 87/96

    Acerca de como se obter o valor do repasse, informamos que, quando da execuo do oramento no incio do exerccio, os Poderes Executivo e Legislativo Municipais, j tendo conhecimento da receita efetivamente arrecadada no exerccio anterior, devero proceder aos clculos aplicando os

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    percentuais relativos aos valores a serem repassados Cmara previstos no art. 29-A da Constituio Federal.

    25. Na base de clculo que serve de referncia para o repasse do Poder Executivo Cmara Municipal, devem ser computados os valores do FUNDEB e transferncias para a sade? No. As receitas recebidas do FUNDEB, incluindo a complementao da Unio, aplicadas em aes da Educao, e as transferncias voluntrias (convnios) repassadas pela Unio ou pelo Estado ao municpio para serem aplicadas em aes e servios de sade, no so consideradas para efeito de apurao da base de clculo para o repasse. Ressalvam-se os valores que o municpio contribui para a formao do FUNDEB e aqueles que ele destina s aes e servios de sade com recursos prprios. 26. Conhecida a mencionada base de clculo do repasse, qual o limite de despesas da Cmara Municipal?

    O total da despesa da Cmara Municipal, includos os gastos com subsdios dos vereadores, remunerao de servidores efetivos e comissionados, excludos os gastos com inativos e somadas todas as outras despesas, no poder ultrapassar os percentuais abaixo discriminados, calculados sobre a base de clculo a que temos nos referido at ento, conforme incisos I a VI, do art. 29-A da CF:

    At 100.000 7,0%

    100.001 a 300.000 6,0%

    300.001 a 500.000 5,0%

    500.001 a 3.000.000 4,5%

    3.000.001 a 8.000.000 4,0%

    Acima de 8.000.000 3,5% 27. Para efeito de controle da despesa com pessoal do Poder Legislativo, quais os limites que devem ser respeitados na execuo anual de despesas? A Cmara Municipal se sujeita a dois limites percentuais de despesas com pessoal, devendo prevalecer sempre o menor: a) 6% (seis por cento) da Receita Corrente Lquida do municpio, conforme inciso IV e 1 e 3 do art. 2 da Lei Complementar n 101, de 04 de maio de 2000; b) 70% (setenta por cento) de sua receita, evidenciada consoante o art. 29-A da Constituio Federal, acrescido pela Emenda Constitucional n 25, de 14 de fevereiro de 2000.

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    28. O que basicamente diferencia Despesa com folha de pagamento de Despesa com Pessoal? Inicialmente, h que se entender que se trata de conceitos distintos, com limites de execuo que no se confundem nem se sobrepem, em razo de referirem-se a gastos com pessoal em alcance diferente. O primeiro conceito restritivo (s folha de pagamento) e tem como base de clculo para apurao apenas a dotao da Cmara para o exerccio de competncia. O segundo conceito amplo (despesa com pessoal) e tem como base de clculo a Receita Corrente Lquida do Municpio (ente federativo) conforme art. 18 da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF. 29. Para a apurao do limite mximo de gastos da Cmara Municipal, dever ser deduzido algum valor da receita base? No. As receitas que compem a base de clculo devero ser consideradas pelo seu valor bruto, sem a deduo da contribuio ao Fundeb. Ressalte-se que, para esse fim, excepciona-se apenas o redutor do FPM, nos moldes do que dispe a Lei Complementar n 91, de 22 de dezembro de 1997. 30. Podero ser fixados no oramento valores inferiores ao limite estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal, para gastos da Cmara Municipal? Sim. Considerando que o limite estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal o mximo autorizado, caso o resultado da aplicao do percentual constitucional que corresponde ao total da despesa do Poder Legislativo Municipal sobre a receita efetivamente arrecadada seja inferior ao valor da despesa autorizada no oramento para o Legislativo, dever o Chefe do Poder Executivo Municipal baixar um decreto limitando os repasses aos percentuais constitucionalmente previstos. Por outro lado, estando o valor fixado na Lei do Oramento dentro dos limites constitucionais, este dever ser repassado para a Cmara por corresponder proporo fixada no oramento, conforme prev o inciso III do 2 do art. 29-A da Carta Magna Federal, in verbis: Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, includos os subsdios dos Vereadores e excludos os gastos com inativos, no poder ultrapassar os seguintes percentuais, relativos ao somatrio da receita tributria e das transferncias previstas no 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exerccio anterior: I (...) 1o (...) 2o - Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; II - no enviar o repasse at o dia vinte de cada ms; ou III - envi-lo a menor em relao proporo fixada na Lei Oramentria. 31. Se, na Lei Oramentria forem autorizados gastos da Cmara Municipal em valor superior ao mximo estabelecido pelo art. 29-A da Constituio Federal, dever o prefeito repassar o valor fixado na Lei Oramentria?

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    No. Caso a Lei Oramentria do Municpio tenha fixado, para gastos do Poder Legislativo, valor superior ao previsto na Constituio Federal, dever ser feita adequao ao percentual mximo por intermdio de decreto exarado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal limitando os repasses aos percentuais constitucionalmente previstos. Caso contrrio, o prefeito incorrer em crime de responsabilidade previsto no art. 29-A, 2, inciso I, da CF. 32. O oramento da Cmara Municipal pode ser aumentado, no decorrer do exerccio? Sim. Caso o valor autorizado para gastos da Cmara Municipal no seja suficiente para atender s suas necessidades de manuteno, o seu oramento poder ser aumentado, desde que no exceda o total da despesa do Poder Legislativo Municipal constitucionalmente estabelecido. 33. O oramento da Cmara Municipal poder ser reduzido, no decorrer do exerccio? Sim. Considerando que o limite constitucional corresponde ao valor mximo de gastos, o oramento poder ser reduzido para corresponder real necessidade da Cmara Municipal, evitando sobra de recursos ou promovendo sua adequao. Nos casos em que tenham sido autorizados gastos superiores ao limite constitucional, a reduo obrigatria. 34. Quando ocorre saldo financeiro na Cmara Municipal, ao final do exerccio, este dever ser devolvido ao Executivo Municipal? A devoluo do saldo da Cmara, referente aos recursos financeiros recebidos durante o exerccio e no utilizados, est diretamente relacionada ao que dispuser a Lei Orgnica do Municpio. Se a Lei Orgnica do Municpio determinar que seja devolvido a importncia ao Poder Executivo, assim se proceda. Se for omissa, pode-se devolver ou no. Permanecendo o saldo na conta da Cmara, sem que existam despesas empenhadas e no pagas no exerccio anterior (restos a pagar), poder o Executivo Municipal abater esse valor do repasse financeiro a ser feito no exerccio seguinte. 35. O Prefeito Municipal pode deduzir, do repasse financeiro ao Legislativo Municipal, o valor correspondente ao parcelamento de dbito da contribuio previdenciria retida do FPM, devido pela Cmara? Sim. A Prefeitura e a Cmara so rgos despersonalizados do Municpio, isto , no tm personalidade jurdica, prerrogativa esta somente do Municpio. A lei civil o define como pessoa jurdica de Direito Pblico interno, lhe conferindo entre outras atribuies capacidade para constituir patrimnio prprio, gerir seus bens, administrar seus interesses, adquirir direitos, contrair obrigaes, responder civilmente pelos atos de seus representantes,

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    agir em juzo ou fora dele, independentemente das pessoas fsicas que as dirigem. Como pessoa jurdica o Municpio tem como representante poltico o Prefeito. Assim, caber ao Prefeito, como representante do Municpio, assumir a responsabilidade perante o INSS referente ao saldo-devedor da Cmara Municipal junto quele rgo. Quanto ao pagamento desse dbito pelo Poder Executivo, possvel o desconto mensal no repasse Cmara Municipal do valor correspondente a parcela devida ao INSS. recomendvel que tal procedimento seja formalmente justificado pelo Poder Executivo como forma de se resguardar de possveis questionamentos, tendo em vista o que dispe a Emenda Constitucional n 25/00 sobre o repasse mensal Cmara Municipal. 36. Os encargos sociais so despesas consideradas na verificao do cumprimento do limite de folha de pagamento da Cmara Municipal e dos gastos com pessoal? A contribuio previdenciria do Vereador compe o limite de setenta por cento, mas o encargo previdencirio patronal, ou seja, a contribuio previdenciria por parte da cmara, est excluda do limite de 70% estabelecido no Art. 29-A, 1 da CF. 37. Qual o procedimento a ser adotado pela Cmara Municipal acerca das faltas dos Vereadores s Sesses Legislativas Ordinrias? Compete Cmara Municipal disciplinar, no seu Regimento Interno ou em Resoluo, acerca do procedimento a ser adotado nos casos de falta dos Vereadores s sesses. O subsdio fixado decorre da presena do parlamentar nas sesses da Cmara, evidente que a ausncia sem justificativa no legitimar a percepo do pagamento pertinente sesso em que no esteve presente o titular do mandato. As ausncias justificadas por motivo de sade, devidamente comprovadas, ou quando o parlamentar no comparecer sesso por estar desempenhando misso oficial, que lhe foi atribuda pela prpria Edilidade, essas, evidentemente, no podem ser debitadas ao Vereador. No havendo regramento no Regimento Interno da Cmara ou em Resoluo, o desconto das faltas no justificadas poder ser proporcional ao nmero de sesses em que o Vereador no compareceu. 38. Qual o prazo que a Mesa Diretora da Cmara Municipal deve aguardar para convocar o suplente de vereador nos casos de afastamento do titular para tratamento de sade? A legislao municipal (Lei Orgnica do Municpio, Regimento Interno ou Resoluo) deve abordar os assuntos relacionados concesso de licenas aos Vereadores, bem como convocao de suplentes. Entretanto, caso a Lei Orgnica no trate dessas questes, entendemos que o Poder Legislativo, por fora do art. 29, inciso IX da Constituio Federal vigente, dever observar o disposto no art. 56, 1 da Carta Magna, ou seja, o suplente ser convocado nos casos de vaga, de investidura em funes previstas neste artigo ou de licena superior a cento e vinte dias.

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    39. Como deve proceder a mesa diretora da Cmara Municipal com relao remunerao de vereador afastado para tratamento de sade? Considerando que o Vereador contribuinte obrigatrio do Regime Geral de Previdncia Social (RGPS), por fora da Lei n 9.506/97, a questo do pagamento da licena para tratamento de sade dever ser esclarecida pelo INSS, a quem compete examinar o assunto. 40. A Cmara Municipal pode ceder servidores efetivos para a Prefeitura? Sim. Havendo autorizao em lei municipal, possvel ao Poder Legislativo ceder servidor ao Poder Executivo e vice-versa. 41. Ocorrendo seo de servidor do Poder Executivo para o Poder Legislativo, ou vice-versa, a quem compete o pagamento da remunerao e dos encargos trabalhistas? O nus da remunerao deste servidor, inclusive o pagamento dos encargos sociais, dever recair sobre o rgo no qual o mesmo prestar seus servios, ou seja, o rgo cessionrio. Tal posicionamento se deve ao fato de que o rgo de origem do servidor somente deve utilizar suas dotaes para as despesas que lhes so afetas, e no para gastos de outro rgo. Se o procedimento for diverso, poder ficar caracterizado, que o rgo cessionrio est se utilizando de tal mecanismo como burla ao limite com gasto de pessoal estabelecido pela Emenda Constitucional n 25/00. 42. A Cmara Municipal pode realizar despesas com coffee breaks, lanches e cocktail? Sim. Existindo dotao oramentria e disponibilidade financeira, a despesa com o fornecimento de coffee breaks ou lanches legtima quando destinada a eventos relacionados s atividades institucionais realizadas pelo Poder Legislativo e desde que respeitado o princpio da razoabilidade. 43. Qual a condio exigida para que o Parecer Prvio emitido pelo TCM sobre as contas do Chefe do Poder Executivo deixe de prevalecer por ocasio do julgamento pelo Poder Legislativo? O Tribunal de Contas dos Municpios tem, dentre as suas atribuies, a de auxiliar o Poder Legislativo no controle externo da aplicao dos recursos pblicos, em sua rea de jurisdio. Assim, a anlise das contas do chefe do Poder Executivo pelo TCM resulta na emisso de Parecer Prvio circunstanciado, que deve ser levado em considerao pelo Poder Legislativo no julgamento das contas. O Parecer do TCM s deixar de prevalecer por

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    deciso de 2/3 (dois teros) dos membros do Poder Legislativo Municipal, conforme determina o 2, do art. 41 da Constituio do Estado do Cear. 44. Aps o recebimento do Parecer Prvio emitido pelo Tribunal de Contas dos Municpios, h prazo para a Cmara Municipal julgar as contas do Chefe do Poder Executivo? Sim. A Cmara Municipal deve julgar as contas do Prefeito no prazo de sessenta dias, contados da data do recebimento do Parecer Prvio emitido pelo Tribunal de Contas. Estando a Cmara em recesso, durante o primeiro ms do perodo legislativo imediato. Esgotado esse prazo, sem deliberao da Cmara Municipal, as contas com o Parecer Prvio do Tribunal de Contas sero colocadas na ordem do dia da sesso imediata, sobrestadas as demais proposies, at sua votao final ( 3, do art. 3 da EC n 47 de 13 de dezembro de 2001, da Constituio Estadual). 45. Aps o julgamento das contas do Chefe do Poder Executivo pela Cmara Municipal, em que prazo a deciso dever ser comunicada ao TCM? Quais documentos devero ser apresentados? Qualquer que seja o resultado do julgamento, uma via dessa deciso ser encaminhada ao TCM no prazo de dez dias contados da data da votao pela Cmara Municipal. 46. As Cmaras Municipais podem pagar penso viva de vereador falecido durante o mandato? Viva de Vereador, ainda que falecido no exerccio do mandato, no tem direito a penso, instituda pelo Municpio em razo do fato. Instituto no recepcionado na Constituio Federal de 1988. Contudo, a viva de Vereador falecido pode requerer o benefcio previdencirio junto ao INSS. 47. O valor para pagamento dos pensionistas de ex-servidores e inativos da Cmara Municipal, ser incluso no limite do duodcimo estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal? No. O valor destinado ao pagamento desses benefcios no dever estar includo na porcentagem mensal repassada Cmara Municipal, para efeito do limite estabelecido no art. 29-A da Constituio Federal. 48. A Cmara Municipal pode receber indenizao paga por seguradora decorrente de sinistro de veculo? Sim. A receita de indenizao paga por seguradora, em razo de sinistro, dever ser repassada pela seguradora diretamente Cmara Municipal, uma vez que no se trata de receita originria decorrente de explorao do patrimnio pblico, mas de restituio de recurso decorrente da perda de um bem, originada de uma despesa com pagamento de seguro.

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    49. O valor da indenizao ser computado no limite de repasse de duodcimo realizado pelo Poder Executivo ao Legislativo? No. Por no se tratar de receita originria decorrente de explorao do patrimnio pblico, tal valor no ser computado no limite de repasse de duodcimo realizado pelo Poder Executivo ao Legislativo. 50. A Cmara Municipal pode fazer doao para Organizaes No Governamentais-ONG, estudantes carentes, times do municpio, ou pagar casa de apoio que recebe pacientes do municpio? No. A doao para Organizaes No Governamentais-ONG, estudantes carentes, times do municpio, ou qualquer outra entidade ou pessoas, bem como, o pagamento de aluguel de casa de apoio para acolher pacientes do municpio no se enquadram em nenhuma das funes do Poder Legislativo, estando, portanto, relacionadas s atividades do Poder Executivo, atravs de suas Secretarias Municipais. So funes precpuas do Poder Legislativo: administrativa restrita a organizao interna da Cmara; julgadora juzo poltico-administrativo em relao aos seus agentes polticos quando incorrem em infraes; Fiscalizadora fiscalizao contbil, financeira, oramentria e operacional do municpio; e legisladora votao de leis locais (funo primordial). 51. possvel o pagamento de sesso solene para a posse de nova Mesa Diretora da Casa Legislativa? Considerando que as sesses solenes so as convocadas para homenagens ou comemoraes cvicas, em qualquer recinto e com qualquer nmero, pois nelas nada se delibera que seja de carter urgente ou de interesse pblico relevante, e consequentemente no se exige o comparecimento dos Vereadores s mesmas, no se justifica o pagamento aos Srs. Edis pelo comparecimento as sesses solenes da Cmara Municipal. 52. Poder a Cmara Municipal avalizar emprstimo financeiro contratual de Vereadores e servidores pblicos da Cmara, realizados junto Instituio Bancria, com a consignao mensal em folha de pagamento das respectivas parcelas? Embora o emprstimo se destine a servidores ou Vereadores, atravs de consignao em folha de pagamento, a instituio bancria usualmente requer que a Cmara respalde a referida apurao, comprometendo seu duodcimo, o que efetivamente proibido por lei. Tal proceder fere o princpio da impenhorabilidade dos bens pblicos decorrente de preceito constitucional (CF/88 art. 100), que dispe sobre a forma pela qual sero executadas as sentenas judicirias contra a Fazenda Pblica, sem permitir a penhora de seus bens. Portanto, a Cmara Municipal no pode figurar como garantidor de emprstimos destinados a servidores ou a Vereadores.

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    53. A Cmara Municipal tem competncia para adquirir e/ou construir bem imvel para sua sede? A Cmara Municipal no possui personalidade jurdica, pois quem a possui o Municpio, pessoa jurdica de direito pblico interno, dotado de faculdades para adquirir bens, direitos e contrair obrigaes. Assim, temos que o Municpio, pessoa jurdica de direito pblico interno, no se confunde com o rgo da Prefeitura, gerido pelo Prefeito Municipal que representa o Poder Executivo, nem com o rgo da Cmara, titularizado pelo Vereador Presidente, que representa o Poder Legislativo. Os bens dos dois poderes so da pessoa jurdica que a integram e so administrados por seu representante legal o Prefeito. Entretanto, no h impedimento para que mediante delegao do Prefeito, a Edilidade administre os bens afetados aos servios do Legislativo Municipal. Somente por disposio contida na Lei Orgnica do Municpio poderia o Prefeito delegar ao Presidente da Cmara, sustentado em lei de iniciativa daquele, atribuio de representar o Municpio na aquisio de bem imvel, bem como na construo que sediar a Cmara. 54. Quais procedimentos devem ser adotados para que a Cmara Municipal possa adquirir ou construir sua sede? A delegao do Prefeito para que o Presidente da Cmara administre os bens afetados aos servios do Legislativo Municipal o primeiro procedimento a ser adotado para que a Edilidade adquira ou construa a sua sede. De um modo geral, toda aquisio onerosa de imvel para o Municpio depende de lei autorizativa e de avaliao prvia. O segundo procedimento essencial para aquisio de um imvel ou para a execuo de uma obra a constatao de que existe previso no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Oramentrias e dotao oramentria destinada a tal finalidade. O terceiro procedimento seria a Cmara inicialmente adquirir um terreno e, posteriormente, realizar a construo da edificao em etapas. Na hiptese da obra ser executada num s exerccio financeiro no necessrio previso no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Oramentrias, sendo suficiente constar da Lei Oramentria Anual. A Cmara deve realizar o devido certame licitatrio visando a aquisio do terreno e/ou a construo do imvel, obedecidas a Constituio Federal, a Lei n 8.666/93 e a legislao oramentria em vigor, podendo a licitao ser dispensada quando o bem escolhido for o nico que convenha a administrao. 55. Quais procedimentos legais devem ser adotados quando a Cmara Municipal adquirir o terreno e/ou construir a sede da Cmara? De um modo geral, toda aquisio onerosa de imvel para o Municpio depende de lei autorizativa e de avaliao prvia. Se o Presidente da Cmara detiver delegao do chefe do Executivo, estabelecida em lei, para comprar o imvel ou constru-lo, cabe-lhe realizar o procedimento licitatrio, assinar o

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    contrato e providenciar o competente registro no Cartrio de Registro de Imveis, sempre em nome do municpio, bem como, determinar junto ao setor de Patrimnio do Municpio a averbao da sede do Legislativo Municipal com reserva de domnio para a Cmara. Se no houver delegao, a Cmara Municipal poder at iniciar o procedimento licitatrio, contudo o contrato dever ser assinado e mandado registrar no Cartrio de Registro de Imveis pelo Prefeito, como representante legal do Municpio. 56. A Cmara Municipal pode adquirir um prdio pronto para sua sede? Sim. De um modo geral, toda aquisio onerosa de imvel para o Municpio depende de lei autorizativa e de avaliao prvia e desde que o Presidente da Cmara detenha delegao do chefe do Executivo, estabelecida em lei, para comprar o imvel. Se a Cmara Municipal tiver dotao oramentria suficiente, poder adquirir o prdio pronto, realizando o devido procedimento licitatrio. H necessidade de incluso nas metas do Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes Oramentrias, bem como na Lei Oramentria Anual, por se tratar de bem de capital. 57. Poder a Cmara Municipal adquirir um prdio usado e reform-lo ou em construo e termin-lo? Sim. Havendo delegao do Prefeito para o Presidente da Cmara administrar os bens afetados aos servios do Legislativo Municipal, a Edilidade poder adquirir um prdio usado ou em construo, num determinado exerccio, e terminar de constru-lo ou reform-lo em exerccios subseqentes, quando autorizado em lei, atravs de avaliao prvia e processo licitatrio, sendo este dispensado quando o imvel for o nico que atenda ao interesse da Cmara. Entretanto, para aquisio de um imvel usado ou em construo, por se tratar de bem de capital, necessrio que haja previso no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Oramentrias e dotao oramentria destinada a este fim. 58. H necessidade de se realizar mais de um processo licitatrio para a aquisio do terreno e a construo da sede da Cmara? Sim. A compra do terreno ou do imvel pronto para reformar ser objeto de um processo licitatrio (art. 22 da Lei n 8.666/93, salvo se houver possibilidade de dispensa de licitao prevista no inciso X, do art. 24 da mesma lei) e a construo ou reforma ser objeto de um outro processo licitatrio - obra de engenharia - (inciso I do art. 23 da Lei n 8.666/93). 59. O terreno para a construo da sede da Cmara Municipal pode ser doado pelo Executivo Municipal? O terreno pblico, se no adquirido pelo Legislativo, poder ter sua administrao transferida a este, pelo Executivo Municipal. No se trata de

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    doao, porque o bem continuar integrando o patrimnio do Municpio, tendo apenas sido repassado para a competncia gestora da Cmara Municipal. 60. O que Planejamento? O instrumento fundamental da Lei de Responsabilidade Fiscal o planejamento das aes do governo, que se d atravs dos oramentos compostos pelo Plano Plurianual, pela Lei de Diretrizes Oramentria e pela Lei Oramentria Anual, onde o Municpio deve organizar e priorizar os seus gastos frente sua capacidade de arrecadao. conforme o planejamento que ser programada a execuo dos oramentos e o cumprimento dos objetivos neles traados. Atravs do planejamento evita-se a ocorrncia de problemas, isto , busca-se agir sempre de modo preventivo, evitando ter-se que adotar medidas de correo. 61. O que o Plano Plurianual - PPA? O Plano Purianual - PPA a lei que vai estabelecer as diretrizes e metas para as despesas de capital e outras despesas delas derivadas, como tambm para as despesas relativas aos programas de durao continuada para quatro anos, iniciando no segundo ano de mandato e terminando no primeiro ano de mandato subseqente. Em outras palavras, o plano de governo proposto pelo Prefeito durante o seu mandato. O Prefeito deve atentar que o PPA deve ser encaminhado Cmara de Vereadores at o dia 30 de agosto do primeiro ano de mandato, e a Cmara dever devolv-lo para sano do Prefeito, at o encerramento da sesso legislativa. Regra balizada no ADCT da CF/88, art. 35, 2, Inciso I. 62. O que a Lei de Diretrizes Oramentrias - LDO? A Lei de Diretrizes Oramentrias - LDO a norma que tem vigncia anual e tem por objetivo orientar a elaborao do oramento e regulamentar o ritmo da realizao das metas durante o exerccio subsequente. A LDO exerce o papel de controle das prioridades a serem atendidas em caso de necessidade. Portanto, regras sobre o equilbrio financeiro, os resultados nominal e primrio, a renncia de receitas, o aumento de tributos, os reajustes salariais dos servidores, a definio das despesas e critrios para limitao de empenho, as regras para a realizao de transferncias voluntrias, requisitos para incluso de novos projetos na lei oramentria, regras para abertura de crditos adicionais no oramento, condies para que o municpio realize convnios e incentivos, a reserva de contingncia, entre outras, devero estar tratadas nesta lei, que dever ser encaminhada ao Poder Legislativo Municipal at o dia 15 de abril de cada ano, e devolvida para sano do Prefeito at o encerramento da primeira sesso legislativa. Regra contida no ADCT da CF/88, art. 35, 2, inciso II, e art. 4 da LRF. 63. O que a Lei Oramentria Anual - LOA?

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    A Lei Oramentria Anual - LOA a lei que ir consolidar a realizao daquilo que foi planejado e discutido no PPA e na LDO. Assim, segundo o que dispe o 7 do art. 165 da CF/88, e art. 5 da LC n 101/2000 (LRF), a LOA deve estar compatibilizada com o PPA e a LDO. por assim dizer, um subproduto do PPA e da LDO, onde ficam consolidadas as expectativas de realizaes da receita fixada e da despesa autorizada para o exerccio. Segundo a regra contida no art. 167, incisos II, V e VII da CF/88, e no art. 5, 4, da LRF, a ao planejada exige que para cada aplicao ou gasto consignado na Lei Oramentria se identifique a fonte de recurso que lhe d suporte. Assim, no possvel realizar determinado gasto, sem que se concretize a arrecadao atravs do recurso indicado para tanto, sendo vedado consignar na Lei Oramentria crdito com finalidade imprecisa ou com dotao ilimitada. Outra regra importante a observar quanto ao incio de novos programas e projetos durante a execuo do oramento. Ressalte-se que obras simultneas demandam aplicao macia de dinheiro e que, se no estiverem sob rigoroso controle, quase sempre terminam em obras paralisadas por falta de recursos. Assim, o oramento deve previamente contemplar os projetos que esto em andamento e tambm as despesas de conservao do patrimnio pblico j existente, no sendo permitido incluir novos projetos sem a observncia desses requisitos (art. 45 da LRF). Ademais, para no comprometer a capacidade de pagamento do municpio, os limites de endividamento devem ser obedecidos. 64. A quem compete iniciar o processo legislativo das leis que tratam do planejamento? O Chefe do Poder Executivo a autoridade competente para iniciar os projetos de leis que tratam do plano plurianual, das diretrizes oramentrias e dos oramentos anuais, conforme dispe o art. 165 da Constituio Federal, as quais devero ser discutidas com os cidados em audincias pblicas, como condio prvia para a remessa ao Poder Legislativo. 65. O projeto de Lei Oramentria Anual, encaminhado Cmara Municipal, pode ser alterado por ocasio do processo legislativo, sem a indicao das fontes de recursos? No. O Poder Legislativo Municipal somente poder aprovar emendas que modifiquem o projeto de lei do oramento anual caso estas sejam compatveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Oramentrias, e haja recursos necessrios para esse fim, admitindo-se, entretanto, apenas os provenientes de anulao de despesa. Ressalte-se, todavia, que essas anulaes no podem incidir sobre as dotaes destinadas para o atendimento das despesas de pessoal e seus encargos, servio da dvida e transferncias tributrias constitucionais. Caso as emendas realizadas tenham como origem essas dotaes, as mesmas so inconstitucionais, o que desobriga o Chefe do Poder Executivo de sua execuo.

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    66. O oramento municipal deve contemplar o total dos gastos das obras e servios a serem executados que ultrapassem o exerccio financeiro? No. O oramento municipal deve contemplar apenas os recursos necessrios para os gastos de cada exerccio financeiro, ainda que as obras e servios tenham sido licitados integralmente ou de forma parcelada. Todavia, a administrao dever ter o cuidado de incluir nos projetos de lei dos oramentos dos exerccios seguintes, os programas a conta dos quais sero atendidos referidos dispndios. 67. Os fundos especiais devem constar do oramento como unidade oramentria? Sim. Os fundos especiais constituem uma restrio sobre ativo ou ativos para o atendimento de determinado fim, conforme dispe o art. 71 da Lei 4.320/64. Para tanto necessrio evidenciar na Lei Oramentria Anual os programas atravs dos quais o objeto do fundo ser alcanado. Em razo ainda dos princpios da legalidade, publicidade, evidenciao e transparncia, os fundos especiais devem constar nas leis do oramento de forma segregada, como unidades oramentrias. 68. O projeto de Lei Oramentria Anual pode ser rejeitado pela Cmara Municipal? A regra pela no rejeio do projeto de Lei Oramentria Anual por parte do Poder Legislativo Municipal. Entretanto, caso a Cmara ao analisar o Projeto de Lei constate que este apresenta forte distoro e incongruncia, que no possam ser corrigidas por intermdio de emendas, o mesmo poder ser rejeitado. 69. As aes no previstas no PPA podem ser contempladas na LDO e na LOA? No. Conforme dispem a Constituio Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, os planos operacionais LDO e LOA s podero conter as aes contempladas no PPA, haja vista este estabelecer, de forma regionalizada, os objetivos, as diretrizes e as metas da administrao pblica para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de durao continuada. 70. Como deve ser evidenciada no PPA a estrutura da despesa? A estrutura da despesa no PPA deve ser evidenciada a partir do rgo responsvel pela execuo do programa e da respectiva ao - devendo esta ser apresentada de forma regionalizada -, com base na classificao funcional e programtica. Deve conter, tambm, os indicadores de resultado de cada programa, os produtos de cada ao e as metas fsicas e financeiras por ao.

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    71. A autorizao para a abertura de crditos adicionais suplementares, contida na Lei Oramentria Anual, pode sofrer aumento por intermdio de emenda? Nada obsta que o limite de autorizao para a abertura de crditos adicionais suplementares, contido na Lei Oramentria Anual, seja aumentado por meio de projeto de lei de emenda para esse fim. Ressalte-se, contudo, que referida alterao dever observar o que dispem os princpios estabelecidos nos artigos 165 a 169 da Constituio Federal e nos artigos 40 a 46 da Lei n 4.320/1964. 72. As transferncias de convnios podero ser utilizadas como fonte de recurso para a abertura de crdito adicional? Por no estarem previstas dentre as fontes de recursos do art. 43 da Lei n 4.320/64, os recursos conveniados no podero ser utilizados a ttulo de fonte para suportar a abertura de crdito adicional, ainda que resulte em excesso de arrecadao. 73. Qual a vigncia dos crditos adicionais suplementares? A vigncia dos crditos adicionais est adstrita a mesma do oramento anual, qual seja, o exerccio financeiro. 74. E os crditos adicionais especiais e extraordinrios tm tambm sua vigncia limitada ao exerccio financeiro? Em regra, a vigncia dos crditos adicionais especiais e extraordinrios est limitada ao exerccio financeiro. Contudo, caso sejam abertos nos ltimos quatro meses do ano e havendo saldo, os mesmos podero ser reabertos no ano seguinte, pelo limite dos seus saldos, passando a incorporar o oramento do ano subsequente. 75. O que o Sistema de Controle Interno Municipal? o controle exercido pelos Poderes Executivo e Legislativo, em razo dos mandamentos contidos nos artigos 31, 70, 71 e 74 da Constituio Federal CF. O Controle Interno, tambm, encontra respaldo nas Leis Orgnicas Municipais e na Lei n 4.320/64 que estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para a elaborao e controle dos oramentos e balanos da Unio, dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal. Assim, qualquer controle efetivado pelo Executivo sobre seus servios ou agente considerado interno, como interno ser tambm o controle do Legislativo, por seu pessoal e os atos administrativos que pratiquem. A referncia a cada um dos Poderes e rgos inclui a Administrao Direta e Indireta, se for o caso. Assim, uma nica lei dever ser aprovada em cada ente da federao, instituindo o respectivo Sistema de Controle Interno.

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    76. Os Poderes Executivo e Legislativo devero instituir suas prprias unidades de controle interno, ainda que a lei instituidora seja nica no mbito de cada ente federado? Sim. Cada um dos Poderes e rgos dever instituir sua prpria unidade de controle interno, que ser responsvel pela coordenao e execuo das atividades de controle interno no mbito de cada um deles, incluindo a sua administrao direta e indireta. Assim, no h subordinao dos Poderes e rgos a um controle nico no Municpio, resguardando-se a autonomia e a independncia de cada um deles. 77. As normas de procedimentos e rotinas de controle devero ser aprovadas para vigorar em todo o Municpio ou cada um dos Poderes poder estabelecer seu prprio Manual de Rotinas e Procedimentos de Controle? As normas de procedimentos e rotinas de controle devero ser aprovadas para vigorar em todo o Municpio, entretanto, facultado aos Poderes Executivo e Legislativo estabelecer, individualmente, suas prprias normas de rotinas e procedimentos de controle, com observncia legislao aplicvel ao ente. 78. O Poder Legislativo poder optar por integrar-se ao controle da unidade do Poder Executivo? Sim. As Cmaras Municipais, por funcionarem exclusivamente com os repasses financeiros efetuados pelo Poder Executivo e por estarem sujeitas a limites constitucionais e legais, podero dispensar a instituio de estrutura prpria de controle, para evitar elevado custo financeiro. A opo deve ser feita com base nas disponibilidades oramentrias e financeiras e nos princpios da eficincia, da economicidade e da razoabilidade. O controle abranger apenas as atividades administrativas, no se aplicando s funes legislativas e de controle externo. Sendo justificvel a criao de estrutura e normas prprias de controle interno, a Cmara Municipal dever institu-las independente da Prefeitura Municipal. 79. H critrios para a nomeao dos servidores que exercero a atividade de controle interno? Sim. Para garantir a independncia, autonomia de atuao e a eficincia e continuidade na proposio de aes de controle interno, o auditor pblico interno ou qualquer que seja a nomenclatura dada, dever ser nomeado para o exerccio do cargo efetivo, atravs da realizao de concurso pblico. A formao em nvel superior um dos critrios a serem preenchidos pelos candidatos. 80. Depois de aprovadas, as normas de rotinas e procedimentos de controle podero ser alteradas?

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    Sim. As normas devero ser permanentemente revistas, seja para atualiz-las s alteraes da legislao, seja para garantir a obteno de melhores resultados na administrao pblica. 81. Especificamente, o que sero objeto de controle? Segundo art. 2 da Instruo Normativa do TCM/CE n 1/1997, sero objeto de controles especficos: I - a execuo oramentria e financeira; II - o sistema de pessoal (ativo e inativo); III - a incorporao, tombamento e baixa dos bens patrimoniais; IV - os bens em almoxarifado; V - as licitaes, contratos, convnios, acordos e ajustes; VI - as obras pblicas e reformas; VII - as operaes de crditos; VIII - os suprimentos de fundos; IX - as doaes, subvenes, auxlios e contribuies concedidos. 82. Quais as providncias a serem adotadas pelo Controle Interno - CI no mbito do Municpio quando constatar irregularidades e ilegalidades na gesto? Inicialmente, o responsvel pelo Controle Interno comunicar a autoridade do setor onde foi constatada irregularidade ou ilegalidade, para as correes necessrias. No sendo sanadas, o responsvel pelo CI comunicar a autoridade superior, para que sejam tomadas as providncias administrativas cabveis, independentemente de haver dano ao errio. Caso a autoridade superior no tome as providncias necessrias para a apurao dos fatos, o CI dever comunicar imediatamente ao Tribunal de Contas dos Municpios as irregularidades causadoras de danos ao errio. A omisso do responsvel pela unidade de CI poder resultar em sua responsabilidade solidria. 83. Quais as providncias a serem adotadas pela Administrao quando notificada pelo Controle Interno a respeito de irregularidades ou ilegalidades? A autoridade administrativa dever, se for o caso, anular, revogar ou suspender o ato ou contrato irregular ou ilegal, mediante regular processo administrativo no qual se respeite o devido processo legal com a ampla defesa e o contraditrio. Havendo necessidade, dever instaurar instruo sumria ou sindicncia investigatria objetivando reunir os recursos necessrios apurao de irregularidades no servio pblico e as identificaes de pessoas envolvidas, quando o fato ou a autoria no se mostrarem evidentes, ou no estiver suficientemente caracterizada a infrao. Constatada evidncias de materialidade e autoria de infrao funcional praticada por agente pblico, a autoridade administrativa competente dever instaurar Sindicncia Punitiva ou Processo Administrativo Disciplinar, para apurar a respectiva infrao. Ocorrendo evidncia de dano ao errio no ressarcido mediante procedimento administrativo simplificado, a autoridade administrativa dever instaurar Tomada de Contas Especial para a apurao dos fatos, a identificao dos responsveis e a quantificao

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    do dano e, persistindo o no-ressarcimento, dever encaminhar o processo ao Tribunal de Contas dos Municpios, para apurao e apreciao. 84. Os integrantes do CI podem participar das comisses de Sindicncia, do Processo Administrativo Disciplinar e da Tomada de Contas Especial dos rgos controlados? Via de regra, no, pois os integrantes do setor de CI so responsveis pelo controle de todos os atos e processos realizados pelos rgos controlados, incluindo os Processos de Sindicncia, Processo Administrativo Disciplinar e Tomada de Contas Especial. O correto que se constitua comisso permanente para tal fim, mediante capacitao de seus membros. Isso no impede, contudo, que tais processos, em destaque a Tomada de Contas Especial, sejam submetidos ao setor de Controle Interno para anlise e Parecer, nos termos do regulamento do respectivo Sistema de Controle Interno do ente. 85. H limitao ao acesso de informaes e documentos para os servidores do Controle Interno? Havendo sonegao de informaes, qual o procedimento a ser tomado? Todas as informaes das unidades controladas devem ser disponibilizadas aos servidores do setor de Controle Interno na forma e prazo estabelecidos no Manual de Rotinas e Procedimentos de Controle. Na hiptese de sonegao dessas informaes, o responsvel pelo Controle Interno, notificar a autoridade superior, para as providncias cabveis. No sendo tomadas as providncias pela autoridade competente no prazo legal ou regulamentar, o responsvel pelo Controle Interno representar a ilegalidade ou irregularidade ao Tribunal de Contas dos Municpios, para garantir o exerccio do controle interno. 86. O servio de Controle Interno pode ser terceirizado atravs de processo licitatrio? O controle interno, como constitui uma atividade-fim e permanente da Administrao Pblica no poder ser exercido por terceiros, cabendo sua execuo, caso exista, Controladoria Geral e por servidores do quadro efetivo que ingressaram na Administrao Pblica atravs de concurso pblico (art. 37, II da CF). 87. O que significa transparncia para a Administrao Pblica Municipal? A transparncia na Administrao Pblica Municipal por assim dizer, aquela em que o gestor pblico garante aos cidados acesso amplo s informaes sobre a gesto e seus resultados, incentivando a participao social no desenvolvimento de polticas pblicas. A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF destinou captulo prprio para a informao da sociedade, obrigando o

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    Prefeito a manter a comunidade informada sobre a obteno dos recursos e a aplicao destes. A participao popular acontecer atravs da realizao de audincias pblicas e da ampla divulgao das peas oramentrias, relatrios de acompanhamento da gesto e demonstrativos de prestaes de contas. 88. De que forma poder o gestor pblico garantir a transparncia da gesto fiscal na Administrao Pblica? A Lei de Responsabilidade Fiscal relacionou alguns instrumentos de transparncia da gesto fiscal, aos quais deve ser dada ampla divulgao, inclusive em meios eletrnicos de acesso pblico: Plano Plurianual; Lei de Diretrizes Oramentria; Lei Oramentria Anual; Prestaes de Contas e o respectivo Parecer Prvio; Relatrio Resumido da Execuo Oramentria; Relatrio de Gesto Fiscal; Audincias pblicas durante os processos de elaborao e avaliao das peas de planejamento. 89. Existem outros elementos da transparncia? Sim. Alm do PPA, da LDO, da LOA e dos Relatrios j mencionados, so tambm elementos de transparncia as prestaes de contas da Administrao Pblica, e o Parecer Prvio emitido pelo Tribunal de Contas (art. 48 da LRF). 90. O princpio da transparncia obriga ao gestor divulgar informaes analticas sobre a execuo oramentria e financeira da receita e da despesa pblicas? Sim. A Lei Complementar n 131/09 alterou a LRF consignando a obrigatoriedade de liberao ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informaes pormenorizadas sobre a execuo oramentria e financeira da receita e da despesa pblicas, em meios eletrnicos de acesso pblico. O prazo para o cumprimento dessa determinao pelos Estados e pelos Municpios com mais de 100 mil habitantes encerrou no dia 28/05/2010. Para os Municpios que tenham entre 50 e 100 mil habitantes, o prazo encerrou no dia 28/05/2011 e, para os Municpios que tenham menos de 50 mil habitantes, o prazo vencer em 28/05/2013. 91. Existem outras formas de garantir transparncia na Administrao Pblica? Qualquer ao do gestor objetivando promover a participao popular fortalece a cidadania e promove a transparncia. Assim, alm dos instrumentos de transparncia dispostos na LRF, o gestor pblico transparente quando: cumpre o princpio da publicidade; cria manuais de orientao com linguagem acessvel ao cidado; disponibiliza aos cidados

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    canais para o recebimento de crticas e sugestes; mantm portal de transparncia.