RÓDROMO DE PONTE DE SOR – 2ª ?· MUNICÍPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliação da Área de Manobra…

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AVALIAO DE IMPACTE AMBIENTAL DA AMPLIAO DA REA DE MANOBRA DO AERDROMO DE PONTE DE SOR 2 FASE ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL Resumo No Tcnico Novembro de 2010 MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 iii Resumo No Tcnico Estudo de Impacte Ambiental da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal de Ponte de Sor-2 Fase - Fase de Projecto de Execuo - RESUMO NO TCNICO Tomo I Relatrio Tomo II Anexos (Documentos Complementares e Anexos Tcnicos) Tomo III Resumo No Tcnico Tomo IV Aditamento Novembro de 2010 Projecto n. A025 MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 iv Resumo No Tcnico MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 v Resumo No Tcnico RESUMO NO TCNICO NDICES ndice de texto NDICES ................................................................................................................................................ VI. INTRODUO ............................................................................................................................... 1II. JUSTIFICAO E BREVE DESCRIO DO PROJECTO ...................................................................... 1III.LOCALIZAO E ACESSOS ............................................................................................................. 3IV. CARACTERIZAO DA SITUAO DE REFERNCIA ........................................................................ 6V. EVOLUO DA SITUAO DE REFERNCIA SEM O PROJECTO ........................................................ 8VI. AVALIAO DE IMPACTES E MEDIDAS DE MINIMIZAO A ADOPTAR ........................................... 8VI.1. ATMOSFERA ............................................................................................................ 8VI.1. GEOLOGIA, GEOMORFOLOGIA E GEOTECNIA ........................................................................ 9VI.2. SOLOS: CAPACIDADE DE USO E OCUPAO ........................................................................ 9VI.3. RECURSOS HDRICOS SUPERFICIAIS ................................................................................ 9VI.4. RECURSOS HDRICOS SUBTERRNEOS ............................................................................ 10VI.5. PATRIMNIO NATURAL .............................................................................................. 10VI.6. PAISAGEM ............................................................................................................ 11VI.7. ORDENAMENTO DO TERRITRIO ................................................................................... 11VI.8. SCIO-ECONOMIA ................................................................................................... 11VI.9. AMBIENTE SONORO ................................................................................................. 12VI.10. PATRIMNIO CULTURAL ............................................................................................. 12VII.PROGRAMA DE MONITORIZAO ................................................................................................ 12 MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 1 Resumo No Tcnico I. INTRODUO O presente documento constitui o Resumo No Tcnico (RNT) do Estudo de Avaliao de Impacte Ambiental (EIA) da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal de Ponte de Sor 2 Fase. O EIA referido constitudo por um volume de Relatrio, um volume de Anexos Tcnicos e o documento referente ao Resumo No Tcnico que aqui se apresenta. Com a elaborao de um Resumo No Tcnico, pretende-se resumir e traduzir em linguagem simples e clara toda a informao do EIA relevante para a compreenso do projecto bem como dos seus efeitos para o ambiente e populao. O aerdromo de Ponte de Sor uma infra-estrutura existente, que com as caractersticas actuais, apenas permite operaes do tipo VFR (Visual Flight Rules), ou seja, operaes de acordo com as regras de voo visual entre o nascer do Sol menos 25 minutos e o pr-do-sol mais 25 minutos diurno, possuindo por isso utilizao diurna. O promotor do Projecto em anlise a Cmara Municipal de Ponte de Sor. O Estudo de Impacte Ambiental, elaborado em fase de Projecto de Execuo foi realizado pela Ambisitus Projectos, Gesto e Avaliao Ambiental, Lda no perodo correspondente entre Junho e Agosto de 2010. A entidade licenciadora do projecto a Cmara Municipal de Ponte de Sor. II. JUSTIFICAO E BREVE DESCRIO DO PROJECTO O objectivo principal da ampliao do Aerdromo Municipal de Ponte de Sr, o acolhimento da Base Principal de Meios Areos do Ministrio da Administrao Interna, representado pela Empresa de Meios Areos, SA (EMA). O Aerdromo Municipal de Ponte de Sor passa a ser utilizado para instalao da base principal de meios areos prprios e permanentes daquele Ministrio para as misses, deslocaes e destacamentos no mbito do combate a incndios florestais, proteco civil e segurana interna. Adicionalmente, o aerdromo ter tambm uma utilizao pblica, permitindo o seu uso por aviao civil e comercial. O Aerdromo Municipal de Ponte de Sor era uma infra-estrutura existente, j certificada pelo Instituto Nacional de Aviao Civil (INAC), constituda pelos seguintes elementos (ver Figura 1): Uma pista de 800 metros de comprimento e 23 metros de largura; Um taxiway paralelo com 900 metros de comprimento e 10,5 m de largura, cujo eixo se encontra afastado 37,5 metros do eixo da pista; Quatro taxiways de ligao, entre a pista e o taxiway principal; Uma placa de estacionamento com cerca de 11 725 m2; Quatro hangares com uma rea bruta de construo de 1760 m2; Dois edifcios de apoio; Dois parques de estacionamento e um acesso directo EN2. Por taxiway entende-se uma faixa de pista que permite a movimentao das aeronaves de/e para a pista ou placa de estacionamento. MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 2 Resumo No Tcnico Figura 1 Aerdromo Existente em Janeiro de 2009 Aps o Aerdromo Municipal ter sido seleccionado, ao nvel nacional, para receber a base principal dos meios areos de combate aos incndios e Proteco Civil, tornou-se imperativo a sua adaptao a estas novas funes. Para cumprir com as exigncias da condio atrs referida, a pista ter de que possuir um cumprimento superior a 1500 metros, que lhe permita ser utilizada por helicpteros pesados (tipo Kamov Ka 32 A11BC e Ecureuil AS350) para alm de outros avies de maior envergadura (Beriev BE200ES) a adquirir ou a alugar pelo Estado Portugus com fins consagrados nos interesses do pas e proteco civil. Adicionalmente pretende-se a possibilidade de utilizao nocturna da infra-estrutura. Assim a ampliao da rea de manobra do aerdromo engloba os seguintes pontos: Construo da nova pista (com um total de 1800m); Prolongamento da pista actual e passagem da mesma a taxiway paralelo (Taxiway A); Execuo de 2 taxiways de ligao entre as duas ltimas; Pintura e sinalizao diurna e preparao de instalaes para a implementao posterior da sinalizao luminosa; Execuo e provimento de um sistema de drenagem profundo. Devido a urgncia em concluir a infra-estrutura, nomeadamente devido aos compromissos assumidos pelo Municpio, foram iniciadas as obras de ampliao, considerando a municpio que apenas a construo do ltimo troo da pista (designado por soleira deslocada), com 305 m enquadraria o projecto no procedimento de Avaliao de Impacte Ambiental. Este procedimento, regido pelo Decreto-Lei n. 69/2000 de 3 de Maio, na sua actual redaco obriga realizao de um Estudo de Impacte Ambiental para os projectos de construo de aerdromos com pista superior a 1500m. Desta forma foram j construdos cerca de 1495 m da nova pista, foi instalado o sistema de drenagem profunda, foram construdos os taxiways de ligao B e C e iniciado o A (que corresponde em parte pista pr-existente), faltando executar o troo de pista correspondente MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 3 Resumo No Tcnico soleira deslocada, a pintura da sinalizao diurna e instalao da sinalizao luminosa (ver imagem da pgina seguinte). Uma vez que o projecto se desenvolve a partir de uma infra-estrutura existente, no foram consideradas alternativas. O horizonte do projecto de 30 anos. III. LOCALIZAO E ACESSOS O aerdromo localiza-se na localidade de gua-todo-o-ano, freguesia de Tramaga, concelho e Ponte de Sor. Em termos de acessos, o aerdromo servido directamente pela EN2/IC13, situando-se a poente desta infra-estrutura. O aglomerado mais prximo Tramaga, seguindo-se Ervideira e Ponte de Sor (ver Figura 2 e Figura 3). Figura 2 Localizao da rea em estudoPistaTaxiway (Tw)Hangar EMAHangares outras entidadesAcesso exteriorPortariaTaxiway a executar (Tw)(Janeiro 2009)MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 5 Resumo No Tcnico Figura 3 Localizao do Projecto MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 6 Resumo No Tcnico IV. CARACTERIZAO DA SITUAO DE REFERNCIA Na caracterizao da situao de referncia optou-se por abordar a situao do local antes do incio das obras de ampliao e no aps a concluso da primeira fase, por se considerar que esta ser a abordagem mais coerente. O clima da regio possui caractersticas mediterrnicas, caracterizando-se pela existncia de um perodo seco, em que a temperatura superior ao dobro da precipitao, coincidindo com o perodo mais quente, pelo que nestes meses (Junho a meados de Setembro) se verifica maior escassez hdrica. O semestre mais frio (Novembro a Abril) corresponde ao perodo e que h mais humidade. Ao nvel da qualidade do ar, os dados existentes, de mbito regional, indicam uma boa qualidade do ar na regio. Em termos geolgicos e geomorfolgicos a rea em estudo corresponde a uma rea de ondulaes suaves integrada na Bacia Terciria do Tejo e Sado onde predominam formaes geolgicas de dois perodos: arenitos, argilas e conglomerados e depsitos de terraos fluviais. No que respeita aos solos afectados, verifica-se que de uma forma geral no possuem aptido agrcola embora sejam aptos para uso florestal, classificando-se a sua aptido como mdia a elevada para as cinco espcies florestais principais da regio: sobreiro, azinheira, pinheiro-bravo, pinheiro-manso e eucalipto. De facto referido que cerca de 60% do concelho ocupado por montados de sobro e azinho. Em termos de ocupao da rea afecta ampliao verificou-se que no local predominava a ocupao florestal, constituda essencialmente por povoamentos mistos de sobreiros e azinheiras e matos em cerca de 49% da rea. Em cerca de 23% da rea existiam eucaliptos, em 12% da rea existia um olival, as ocupaes mais diminutas correspondiam a uma rea irrigada de milho e a uma pequena charca de rega, que no total representavam cerca de 4% da rea. O aerdromo existente correspondia a aproximadamente 13% da rea total. O projecto integra-se na totalidade na bacia hidrogrfica da Ribeira de Sor, um dos afluentes principais da margem direita do Rio Sorraia, por sua vez afluente da margem esquerda do Rio Tejo. A rea em estudo caracteriza-se por possuir uma rede hidrogrfica bastante ramificada, sendo a Ribeira de Marvila a linha de gua mais importante das proximidades. O terreno de implantao atravessado por vrias linhas de gua de carcter temporrio que drenam a rea na direco da Ribeira de Sor, directamente para esta ou atravs da Ribeira de Marvila, situada imediatamente a Sul da rea em estudo. Analisando agora os recursos hdricos subterrneos, verifica-se que o projecto se desenvolve sobre uma rea de recarga dos aquferos subterrneos que possui uma vulnerabilidade poluio considervel. O patrimnio natural da regio rico, tendo sido referenciadas para a rea cerca de 67 espcies de aves, 20 espcies e mamferos, 7 espcies de anfbios, 9 espcies de rpteis e 12 espcies de peixes (referenciados na Ribeira de Sor). Destas, destacam-se trs espcies de aves, um mamfero e trs espcies de peixes por possurem estatuto de ameaa, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Adicionalmente, nas proximidades da rea de interveno, cerca de 1050 m a nascente, situa-se uma rea considerada sensvel, de acordo com o Decreto-Lei n.69/2000 de 3 de Maio, na sua redaco actual. Esta rea o Stio da Rede Natura 2000 do Cabeo. Esta rea classificada MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 7 Resumo No Tcnico caracteriza-se por uma plancie com ondulaes suaves, assente em solos arenosos, onde o coberto vegetal essencialmente constitudo por montados de sobro bem conservados, aos quais est associado uma utilizao pecuria extensiva. Ocorrem tambm alguns montados de azinho. Paisagisticamente, a rea em estudo tipicamente alentejana, dominada pelo montado, inteiramente construdo, em que todos os traos se devem histria agrria e ao trabalho humano que transformaram a paisagem num sistema de uso agro-silvo-pastoril extensivo associado explorao fundiria. Os declives so suaves, enquadrando-se a rea entre cotas que variam entre os 115 e os 125 m. O instrumento de gesto territorial vinculativo para os particulares em vigor na rea o PDM de Ponte de Sor. De acordo com a Carta de Ordenamento, estava previsto para o local um aerdromo, no havendo no entanto a definio de uma rea de implantao. Assim o projecto desenvolve-se essencialmente sobre terrenos classificados como Espaos Agrcolas, nas categorias de reas de Uso ou Aptido Agrcola ou reas Agrcola Preferncias. Esta ltima categoria corresponde a reas integradas e Reserva Agrcola Nacional, que corresponde a cerca de 1% do total da rea do projecto. No que respeita a outras condicionantes legais, cerca de 82% do terreno corresponde a Reserva Ecolgica Nacional, nomeadamente ao sistema reas de Mxima Infiltrao havendo tambm uma fraco importante ocupada por montado de sobro e azinho, comunidades vegetais protegidas por lei. Para a utilizao legal destes terrenos, o Municpio obteve pareceres favorveis das respectivas entidades de tutela, como seja a Comisso Nacional da Reserva Ecolgica Nacional e a Comisso Regional de Reserva Agrcola. No caso do montado de sobro e azinho a lei s permite o arranque e corte destes povoamentos aps a Declarao de Imprescindvel Utilidade Pblica, que neste caso foi obtida em dois despachos conjuntos dos Ministrios da Administrao Interna, do Ambiente, do Ordenamento do Territrio e do Desenvolvimento Regional e da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas. Estas declaraes s foram possveis aps a apresentao, por parte do Municpio, de projectos de beneficiao de outras reas de sobro e azinho de dimenses muito superiores s afectadas. A caracterizao scio-econmica do concelho, permite verificar que este um concelho do interior onde se tem verificado a diminuio da populao ao longo das ltimas dcada censitrias. As actividades econmicas distribuem-se pelos trs sectores, com predominncia do sector tercirio, embora os sectores secundrio e primrio ainda assumam valores representativos em algumas freguesias. Em termos agrcolas destacam-se as plantaes de oliveiras, sendo esta a cultura mais frequente havendo no entanto plantaes de citrinos e pessegueiros que assumem alguma relevncia a nvel da regio do Alto Alentejo. As indstrias transformadoras so dominadas pelas indstrias alimentares, corticeira, aeronutica e de componentes automveis. Recentemente, o concelho sofreu um grave revs provocado pelo encerramento de uma das principais empresas empregadoras no concelho, que deixou sem emprego cerca de 430 pessoas. O sector do turismo tem evidenciado evolues positivas, principalmente decorrentes da existncia da Albufeira de Montargil, constituindo um dos principais focos de desenvolvimento turstico do concelho. A avaliao do ambiente sonoro foi realizada antes do incio das obras, atravs de uma medio de longa durao que permitiu aferir os nveis de rudo emitidos pelo aerdromo existente no seu funcionamento. Os Mapas de Rudo resultantes permitem verificar que na situao de referncia MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 8 Resumo No Tcnico no se verificava a ultrapassagem dos limites legais de rudo impostos pelo Regulamento Geral de Rudo. Por fim, a anlise efectuada ao nvel do Patrimnio Cultural existente (patrimnio arqueolgico e arquitectnico) permitiu verificar a no existncia de elementos patrimoniais relevantes na envolvente. Relativamente rea de estudo, as alteraes entretanto introduzidas no permitiram aferir a existncia de elementos arqueolgicos, que a existirem, j se encontrariam descontextualizados e as jazidas destrudas. Relativamente ao patrimnio arquitectnico so apenas referenciados trs elementos na cidade de Ponte de Sor. Foram identificadas todas as ocorrncias, encontrando-se cartografadas e caracterizadas no Anexo IV dos Anexos Tcnicos do EIA. V. EVOLUO DA SITUAO DE REFERNCIA SEM O PROJECTO Uma vez que a maioria do projecto j se encontra executada, na ausncia da execuo da segunda fase, conclui-se que o ambiente afectado seria praticamente o mesmo uma vez que j toda a rea foi alvo de intervenes. Nessa situao poderia haver desenvolvimento de vegetao autctone na rea correspondente segunda fase. Relativamente ao funcionamento, embora os movimentos do aerdromo praticamente se mantivessem os mesmos, apenas podendo haver restries para as aeronaves de maior envergadura. VI. AVALIAO DE IMPACTES E MEDIDAS DE MINIMIZAO A ADOPTAR VI.1. ATMOSFERA Tendo em ateno as caractersticas do projecto, no se esperam impactes directos sobre o clima da regio. No que se refere qualidade do ar, as aces do Projecto que podero produzir de impactes negativos esto associadas fase de construo e ao aumento do trfego areo previsto na fase de explorao. Durante a fase de construo, o funcionamento (queima de combustveis) da maquinaria e veculos, conduz emisso de poluentes atmosfricos. Por outro lado a escavao e movimentao de terras poder originar a emisso de poeiras. Ambas as ocorrncias constituem impactes negativos sobre a qualidade do ar, no entanto a manuteno adequada dos equipamentos e maquinaria, reduz a emisso de poluentes atmosfricos. Por outro lado, o humedecimento dos terrenos onde se pretenda fazer escavao ou movimentar materiais, assim como a cobertura dos veculos de transporte de terras e materiais, reduz a quantidade de poeiras emitidas, minimizando os impactes. Durante a fase de explorao do aerdromo os principais impactes negativos sobre a qualidade do ar resultam da emisso de poluentes atmosfricos pelos motores das aeronaves. Como o trfego previsto no intenso e no local no h obstculos disperso dos poluentes consideram-se os mesmos pouco significativos. MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 9 Resumo No Tcnico VI.1. GEOLOGIA, GEOMORFOLOGIA E GEOTECNIA A alterao da morfologia do terreno, na fase inicial da construo, foi significativa, se atendermos dimenso do espao afectado (cerca de 113 ha). No entanto, as alteraes introduzidas no pem em risco o ambiente nem as populaes. As estruturas geolgicas afectadas so comuns na regio, pelo que os impactes negativos sobre este descritor no se assumem como significativos. A regularizao das cotas finais dos taludes que circundam a pista vai atenuar os efeitos das alteraes introduzidas. VI.2. SOLOS: CAPACIDADE DE USO E OCUPAO Na primeira fase do projecto foi realizada a desmatao e limpeza total da rea de interveno. Posteriormente foi realizada a escavao e movimentao das terras, ficando os solos movimentados, expostos aco do vento e da gua das chuvas. A escavao e movimentao dos solos, altera a sua estrutura, diminuindo o seu potencial. No entanto, como os solos em questo tem baixa capacidade para usos mais exigentes (uso agrcola) considera-se que esta perda de capacidade no importante. A alterao da ocupao do solo, anteriormente ocupado por reas florestais (eucaliptos, sobreiros se azinheiras), agrcolas (olival e milho) e o aerdromo existente, apesar de constituir um efeito negativo, minimizado pelo facto das comunidades vegetais afectadas serem muito comuns na regio e terem sido desenvolvidos projectos de compensao que englobam a beneficiao de reas de montado de sobro e azinho numa extenso muito superior afectada. Nesta fase do projecto ainda se ir verificar a movimentao de terras, pelo que poder ocorrer a eroso dos solos, por efeito do arrastamento pela gua das chuvas, podendo resultar numa maior afluncia de materiais slidos s linhas de gua, constituindo um impacte negativo. Para impedir que ocorra este impacte poder calendarizar-se as aces de modo a evitar os perodos chuvosos e ainda proceder sementeira imediata das reas com solos expostos, logo aps a concluso das intervenes. Durante as actividades construtivas a desenvolver e ainda na fase de funcionamento do aerdromo podero ocorrer derrames acidentais de substncias poluentes como combustveis ou leos. A acontecer, este constitui um impacte negativo importante, que poder ser minimizado pelo desenvolvimento de um Plano de Gesto Ambiental em obra que contemple medidas preventivas adequadas a estas situaes. Uma das medidas poder ser a existncia em todas as frentes de obra de material absorvente que permita a remoo imediata da maior parte do poluente derramado. Esta medida tambm poder ser adoptada na fase de funcionamento. VI.3. RECURSOS HDRICOS SUPERFICIAIS A alterao introduzida na primeira fase de construo alterou totalmente a rede de drenagem superficial do espao intervencionado. Isto constitui um impacte negativo, que foi atenuado pela execuo de uma rede de drenagem profunda e superficial que permitir o restabelecimento dos fluxos hidrulicos na rede hidrogrfica a jusante da rea de interveno. MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 10 Resumo No Tcnico Como j foi referido a movimentao de terras em perodos chuvosos poder levar a uma maior afluncia de slidos s linhas de gua contribuindo para o seu assoreamento. Este impacte j se verificou, com maior significncia na Ribeira de Marvila, afectando o ecossistema bem como as actividades agrcolas desenvolvidas a jusante (inviabilidade de utilizao da gua da Ribeira de Marvila para rega e aplicao de fertilizantes). Para a minimizao deste problema essencial a implementao de mecanismos de reteno de sedimentos (bacias ou barreiras) que o minimizem ou anulem. Adicionalmente, o municpio dever procurar minimizar a afectao das actividades agrcolas, disponibilizando filtros adequados ou outras fontes de gua para rega e promovendo a limpeza das linhas de gua afectadas. Outro impacte negativo o decorrente dos derrames acidentais de substncias poluentes quer na fase de construo quer na fase de funcionamento. Este constitui um impacte negativo que poder ser minimizado pela adopo de medidas minimizadoras adequadas que permitam impedir e controlar os derrames quando estes ocorram. Para isso, dever ser reservada uma rea devidamente impermeabilizada para a realizao de operaes de manuteno e abastecimento de veculos e equipamentos. Esta rea dever ter um sistema de drenagem prprio equipado com um separador de hidrocarbonetos que impeam a afluncia destas substncias s linhas de gua. Caso estes derrames ocorram directamente no solo, dever haver material absorvente disponvel para controlo imediato do derrame. Os solos que forem contaminados devero ser removidos e colocados em recipientes estanques para serem enviados para operadores de resduos licenciados para o efeito. VI.4. RECURSOS HDRICOS SUBTERRNEOS Os recursos hdricos subterrneos sero um dos descritores potencialmente mais afectados. Por um lado, os terrenos em anlise constituem zonas de recarga preferenciais dos lenis freticos. A movimentao de terras, a movimentao dos veculos e maquinaria, bem como a colocao das estruturas de drenagem, iluminao, pequenas construes e pavimentos provocar impactes negativos pois diminuiro a capacidade de infiltrao dos solos, diminuindo a recarga dos lenis freticos. Nesta fase da obra dever manter-se permevel a maior parte do terreno possvel, afectando apenas as reas absolutamente necessrias. O derrame acidental de substncias poluentes poder levar contaminao dos recursos hdricos subterrneos, tanto na fase de obra como na fase de funcionamento, constituindo um impacte negativo sobre os recursos hdricos. A adopo das medidas referidas para o descritor solos poder impedir e minimizar este impacte quando o mesmo ocorra. Na fase de funcionamento poder haver uma diminuio dos nveis freticos resultado do maior consumo de gua partir da captao subterrnea do aerdromo, principalmente durante o perodo de Vero. O impacte negativo poder ser minimizado atravs do recurso a outras origens de guas, nomeadamente atravs do reaproveitamento da gua das chuvas ou de guas residuais tratadas, caso a Estao de Tratamento de guas Residuais (ETAR) esteja a uma distncia que o permita. VI.5. PATRIMNIO NATURAL O patrimnio natural referenciado para a rea inclui uma listagem extensa de diversas espcies da fauna e da flora, ao qual se acrescenta a existncia nas proximidades de uma rea classificada da Rede Natura 2000. MUNICPIO DE PONTE DE SOR EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal projectos, gesto e avaliao ambiental, lda Novembro, 2010 11 Resumo No Tcnico Na primeira fase das obras, foi realizada a desmatao total da rea o que provocou a destruio de todas as comunidades vegetais presentes, destacando-se os montados de sobro e azinho por possurem maior valor ambiental e econmico. Estas aces constituram um impacte negativo sobre o patrimnio natural, que foi em parte minimizada pela beneficiao de duas reas de montado de sobro e azinho de dimenses bastante superiores. Adicionalmente, tambm se verifica que as comunidades e habitats existentes so bastante comuns na regio pelo que a fauna possui alternativas de habitat nas proximidades. Como a entrada das mquinas e a realizao dos trabalhos foi gradual, expectvel a que a maioria dos exemplares da fauna existentes possam ter fugido para as reas envolventes. A infra-estrutura a construir destina-se primordialmente base permanente dos meios de combate a incndios, o que poder trazer benefcios muito positivos resultantes duma maior eficcia no combate aos incndios florestais, salvaguardando os valores naturais da fauna e da flora existentes no concelho e na regio. VI.6. PAISAGEM Ao nvel da paisagem, e uma vez que a infra-estrutura se desenvolve primordialmente na horizontal, o relevo do local aplanado e no existem locais de miradouro excepcional na envolvente, os impactes da infra-estrutura sero pouco significativos, esperando-se que sejam mais significativos na fase de construo devido s alteraes cromticas provocadas pelo solo nu. VI.7. ORDENAMENTO DO TERRITRIO O projecto em questo enquadra-se nos instrumentos de gesto territorial em vigor, por ser uma infra-estrutura j prevista no PDM de Ponte de Sor. Ao nvel das condicionantes e servides que existiam sobre o territrio em anlise, os principais impactes negativos resultam da utilizao de solos integrados na Reserva Ecolgica Nacional, Reserva Agrcola Nacional e Montados de sobro e azinho. Apesar destes impactes negativos, esta utilizao foi autorizada pelas entidades das diferentes tutelas, por se considerar que o aerdromo em questo uma infra-estrutura de interesse pblico para o concelho e para a regio. VI.8. SCIO-ECONOMIA A este nvel os impactes negativos surgem principalmente dos incmodos que as obras normalmente podem causar s populaes. No caso em questo a populao mais prxima encontra-se afastada do local das obras pelo que, a acontecer, os impactes negativos no sero significativos. Estes devem-se essencialmente circulao de viaturas pesadas e emisso de poeiras e rudo. Como impactes positivos destacam-se a criao de postos de trabalho, na fase de construo e tambm na fase de funcionamento, para alm do desenvolvimento induzido pela infra-estrutura como complemento ao plo de desenvolvimento turstico representado pela Albufeira de Montargil. Por fim, a scio-economia poder beneficiar indirectamente da existncia no concelho e regio de meios de combate aos incndios que asseguram uma maior eficcia no controlo deste flagelo ambiental que os incndios constituem e que todos os anos ataca o pas. Com esta estrutura, a MUNICPIO DE PONTE DE SOR projectos, gesto e avaliao ambiental, lda EIA da Ampliao da rea de Manobra do Aerdromo Municipal Novembro, 2010 12 Resumo No Tcnico populao em geral ter benefcios muito positivos resultantes de uma maior proteco de pessoas e bens. VI.9. AMBIENTE SONORO De acordo com o estudo levado a cabo, o ambiente sonoro sofrer um impacte negativo decorrente da entrada em funcionamento do aerdromo ampliado, afectando os receptores sensveis mais prximos. No entanto, e de acordo com os resultados das simulaes efectuadas, esse aumento no ultrapassar os limites previstos na lei, pelo que no se considera significativo. Na fase de construo poder haver algum aumento do rudo resultante do funcionamento das mquinas e veculos afectos obra. Apesar disso, no expectvel que ultrapasse os limites legais, considerando-se estes impactes pouco significativos. Este impacte poder ser minimizado pela obrigatoriedade de utilizar na obra somente maquinaria e veculos com homologao acstica. VI.10. PATRIMNIO CULTURAL O estudo realizado especificamente para este descritor permitiu concluir que no h afectao dos valores patrimoniais conhecidos para a regio. No entanto, e uma vez que toda a rea do projecto j foi intervencionada, nada se sabe sobre o patrimnio arqueolgico desconhecido que poderia ocorrer no local. Para minimizar este aspecto, recomenda-se que as restantes obras sejam acompanhadas por um arquelogo com experincia de campo. Na fase de desactivao do projecto dever ser assegurada a integridade dos elementos patrimoniais identificados. VII. PROGRAMA DE MONITORIZAO Na execuo do Projecto em anlise dever promover-se a monitorizao dos vrios aspectos ambientais susceptveis de serem afectados pelo projecto, verificando a existncia dos impactes previstos e a significncia dos mesmos, bem como po surgimento de outros impactes no previstos. Assim, foi recomendado o Acompanhamento Ambiental das obras em falta que garanta a adopo de boas prticas ambientais em obra e o cumprimento das medidas de minimizao propostas. Este Acompanhamento Ambiental permitir ainda ajustar as medidas propostas aos impactes que se venham a verificar e definir outras que se mostrem necessrias. Os aspectos a monitorizar durante a obra sero os efluentes e resduos produzidos, a hidrogeologia, o ambiente sonoro e o patrimnio cultural. Estes aspectos sero tambm monitorizados na fase de explorao. No Relatrio Sntese do Estudo de Impacte Ambiental so detalhados os parmetros, a frequncia, os critrios de avaliao e os mtodos a utilizar no Monitorizao do Projecto quer na fase de construo quer na fase de explorao, constituindo assim o Programa de Monitorizao.

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